Eu amo-Vos Jesus pela multidão que se abriga dentro de vós, que ouço, com todos os outros seres, falar, rezar, chorar, quando me junto a Vós.
TEILHARD DE CHARDIN
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terça-feira, 23 de abril de 2019

Jesus amoroso dos seus irmãos de todas as gerações.

«Se todas as vezes – por condição da natureza ou enfermidades – não se pode pensar na Paixão por ser penoso, quem nos impede de estar com Ele depois de ressuscitado, pois tão perto O temos no Sacramento, onde já está glorificado? […]
Ei-Lo pois aqui sem dor, cheio de glória, dando força a uns, animando a outros, antes que subisse aos Céus, companheiro nosso no Santíssimo Sacramento, que parece não estava na Sua mão apartar-se de nós um só momento!»

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Em Jericó,o homem pequenino




Foi suave,para nós peregrinos,entrar pela tarde particularmente quente,em Jericó. Ao deserto escaldante seguia-se um fesco e verde oásis. As palmeiras e tamareiras sucediam-se projectando sombras benfazejas no solo sobreaquecido. 

 Nessa tão idosa Jericó entrou Jesus,quando subia a Jerusalém com os discípulos e a imensa multidão,que os acompanhava. Antes havia curado o cego persistente,qua ao sabê-lO perto não obedeceu às vozes que o queriam calar e gritou ainda mais por Jesus, até q a sua Fé obteve a cura e O seguiu cantando os louvores de Deus. 


 Zaqueu, rico e chefe dos odiados cobradores de impostos vivia em Jericó e era de tão baixa estatura que para conhecer Jesus,que atravessava a sua cidade,correu á frente da multidão e subiu pelos galhos da frondosa árvore,esperando satisfazer a sua curiosidade. De facto a fama dos seus milagres precedia o Mestre e isso impressionava o homem pequenino,sem certamente o fazer pensar no surpreendente encontro que ia ter com Jesus. Sim,só com imensa surpresa poderia aquele endurecido coração esperar que Jesus o iria olhar e chamar pelo seu nome-Zaqueu e acrescentar ainda-desce depressa,vou ficar em tua casa.


 O convite de Jesus também surpreendeu a multidão. Já havia tentado impedir o cego de se aproximar de Jesus e agora com uma falsa piedade murmuravam –Como vai alojar-se em casa de um pecador e sujeitar-se a contrair a impureza ritual?. Para os discípulos não constituía novidade. Não sabiam eles,já tão bem, que o Mestre afirmara que vinha para as ovelhas perdidas da casa de Israel?  Não falara de procurar a ovelha perdida até a encontrar?  Zaqueu refeito da surpresa não cabia em si de alegria e converteu-se a Jesus.


Como diz o sermão da Sexagésima do Padre António Vieira “ Sempre Deus está pronto da Sua parte,como o sol para aquentar e com a chuva para regar,com o sol para alumiar e com a chuva para amolecer,se os nossos corações quiserem”. Naquela hora efectivamente tudo se transformou para Zaqueu . Entregou metade dos seus bens aos pobres e restituiu em quadrupulo (mais mesmo,que a lei de Moisés lhe ordenava) quem havia defraudado. Jesus disse-lhe então:”A salvação entrou nesta casa”. A resposta de Zaqueu ao desafio de Jesus , que actuara indiferente ao seu estatuto de marginalidade, havia restaurado a sua ligação à comunidade dos filhos de Abraão. E à alegria de Zaqueu correspondeu a alegria do céu,onde há mais alegria por um pecador que se arrepende,que por noventa e nove justos que fazem penitência.

terça-feira, 27 de maio de 2014

O Papa na Terra Santa

Jardim das Oliveiras - Jerusalém 2013
A comum declaração do Papa Francisco e do Patriarca de Constantinopla,fez-me surgir uma nova dimensão nas palavras de Cristo:EU SOU A VERDADE...não é mesmo só Ele que nos interessa ?...Ele o Emanuel, DEUS feito homem...o mais são tradições respeitáveis sim,mas que não impedem a união em volta do brilho da ÚNICA VERDADE:ELE!

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Mais uma memória da Terra Santa


EU ,JOÃO,VI A CIDADE SANTA




“Eu ,João,vi a cidade santa,a nova Jerusalém...O seu esplendor é como o de uma pedra preciosíssima,uma pedra de jaspe cristalino...Eis a tenda de Deus com os homens.Ele habitará com eles:eles serão o seu povo e  Ele,Deus-com-eles,será o seu Deus.”
As palavras do Apóstolo desfilavam,ardentes,no meu espirito e apenas estava a contemplar,por entre os peregrinos,a Jerusalém terrestre,naquele fim de tarde que acendia esplendores de luzes e brilhos sobre a cidade.
Os crentes do Deus único,os povos da Escritura tinham marcado definitivamente a cidade com as suas diferentes formas de manifestação religiosa,concedendo um cunho singular e único a Jerusalém.Assim,o sol tombante imprimia fulgores sobre a cidadela de David,a cúpula dourada da mesquita de Omar e os vários capiteis arredondados que cobriam a Igreja ortodoxa de Santa Maria Madalena.
A cidade,três vezes santa,surgira por entre salmos de júbilo e era impossivel não pensar em todas as precedentes gerações que de coração assaltado por igual ansiedade,tinham feito,pacifícamente,o mesmo caminho e quantas vezes nas situações mais adversas.
Conquistada Jerusalém aos Jebuseus pelo rei David,foi por ele aumentada dos muros da velha povoação existente.No Monte Moriah,ergueu o filho de David,Salomão,um templo grandioso cumprindo a promessa feita a Deus,por o Anjo do extermínio haver embaínhado a sua espada.

Do bem documentado livro do Pe J.Alves Terças “A Caminho da Terra Santa”,precioso para quem nela peregrina ,se pode ler que  tendo levado o templo sete anos a ser construído,nele trabalharam diáriamente trinta mil operários dos melhores artistas de Israel.Dez mil trabalhadores seguiam todos os meses para o Libano para trazer as madeiras de cedro e pinheiro que deviam ser utilizadas no seu interior.Oitenta mil talhavam a pedra destinada aos ornamentos.

400 anos depois o templo foi destruído em guerra sangrenta,a que se seguiu o exílio na Babilónia.Jeremias,o profeta, lamentou sobre as ruínas ainda fumegantes,a cidade arrasada.

Foi reconstruído o templo pelo rei Herodes,pouco antes do nascimento de Cristo,para ser de novo arrasado,com toda a cidade,70 anos depois da sua morte pelas legiões de Tito,o imperador de Roma.Assim se apenas encontramos  da cidade onde o Salvador sofreu a sua Paixão,o o muro ocidental do 1º Templo ,as escadas de Cedron que tantas vezes eram súbidas e descidas por Jesus,a caminho do Monte das Oliveiras ou um ou outro vestígio arqueológico como a Piscina Probática,não deixamos de sentir intensamente que pisamos terra sagrada,que é nossa pátria também, porque o mais importante,como dizia Saint Exupéry,não é visível aos olhos.

Em Jerusalém os Evangelhos tornaram-se vivos,em tempo e espaço palpáveis e não só na sua imorredoura mensagem.As cúpulas douradas das mesquitas no lugar do Templo,o Monte das Oliveiras, a Via Dolorosa, as  Portas de Jerusalém e depois as infindáveis igrejas e basílicas sagram os lugares em que Cristo,viveu,pregou e sofreu.Alguns desses solos são históricamente autênticos pois Tito ao erger neles templos aos deuses de Roma,para evitar a veneração dos cristãos,assinalou para sempre os santos lugares e essa realidade  torna facil e tocante acompanhar os passos de Jesus e estar com ele na última ceia ou no caminho para o calvário,mesmo no meio das ruas borbulhantes de comércio,que nos rodeiam,tal como no seu tempo,na parte velha de Jerusalém.Eis assim como as estações da Via sacra se vão desenrolando emotivamente,com os peregrinos rezando cada uma delas e precedendo-as de uma pequena introdução.De coração fremente pela dignidade do momento e pela consciência da própria fraqueza,as palavras da 6ª estação-o encontro de Verónica com Jesus-foram-me  saíndo aproximadamente por esta forma:“É uma mulher, que sai de casa para dar apoio a um condenado,arrostando a hostilidade dos seus cidadãos,que receiam as possiveis sanções do poder.Que também nos seja possivel  dar a mão a quem precisa,sem sequer perguntarmos se pertence ao nosso lado,mesmo que com isso arrisquemos alguma coisa.”

Num sábado demandamos o “Kotel Hamaravi” ou seja a parede ocidental do Templo,também conhecida por muro das lamentações,onde os nossos pais na fé,choram  ainda a sua destruição.E aí lembrámos  quantas vezes subiu Jesus ao Templo,orando,ensinando ou protegendo o povo,que “que vinha a ele” desde manhãzinha.  

No dia seguinte,depois de nos recolhermos no local em que se recorda o  túmulo de David,a cuja estirpe pertencia Jesus,entrámos no Cenáculo,onde um grupo de peregrinos louvava o Senhor entoando cânticos vibrantes de profunda alegria,celebrando a entrega do  Amor radical aos filhos do homem e que o anunciavam de forma transparente,tão cheios que eram de força,pujança e júbilo fazendo contraste com os cantos muitas vezes lamentosos,se bem que técnicamente perfeitos,que ouvimos  nas celebrações religiosas,onde segundo creio,se assimila solenidade com tristeza,não chegando a reflectir o maravilhoso dom  do Amor de Deus pelas suas criaturas e a alegria,que desse facto emana.


E se  nos atormenta a mágua de sentir a terra de Jesus ainda tão ensombrada por ódios de tempos oprimidos,onde as palavras de Victor Hugo,que cito de cor, parecem vir muito a propósito :-”Comprazem-se o homens com a guerra e  perde  Deus tempo a  fazer  estrelas e  flores”,não podemos esquecer as promessas do Salvador que nos levam a esperar que toda a Criação será por Ele atraída e transformada.

A última lembrança de Jerusalém está associada ao Santo Sepulcro,de que ficou uma memória  dorida  dos cristãos divididos,celebrando,à vez,o mesmo Senhor.E também a emoção do nosso hino tocado no orgão,depois da Missa,a singeleza da pequena capelinha copta,a percepção da pugente e solitária presença da Mãe Maria e das outras mulheres,na hora derradeira.  

Ao despedir-me do Santo Sepulcro,senti,fortes,as palavras do Anjo da Vida: “Ressuscitou.Não está aqui” e a vigorosa profissão de fé de Job me acompanhou na angústia pressentida da partida :”Porque eu sei que o meu Redentor vive e que no último dia ressurgirei da terra e serei novamente revestido da minha pele e na minha própria carne verei o meu Deus.Eu mesmo o verei e os meus olhos O hão-de contemplar e não outro:esta é a esperança que está depositada no meu peito”.


Memória da minha passagem na Terra Santa


Os três anjos à porta de Jerusalém



Era quente aquela tarde de Setembro quando celebrámos a Eucaristia no Monte das Bemaventuranças.

Pelas doces colinas até ao mar da Galileia,vazio de barcas e de redes ,ecoavam ainda as palavras de Jesus ,com o seu programa de vida "em abundância",sentindo-se o sussurrar da multidão ao tentar aproximar-se,porque dele emanava "um poder" e "poder que curava todos".

E ao outro dia,pelo deserto da Judeia,subiamos a Jerusalém.O calor aumenta.Os sinais de vida humana desaparecem.O despojamento da paisagem com a sua austera rudeza,comove.Livre de construções,muitas e muitas vezes derrubadas e reconstruídas,mantém a autenticidade dos primeiros tempos.

Ali foi Jesus tentado,ajudando os homens a fugir de uma das mais aliciantes e subtis tentações de todas as idades e estados:a tentação do poder pelo poder.

Ali,no deserto,o homem assaltado pelos ladrões e tão despido de toda a segurança,foi ajudado pelo inimigo oficial,depois de desprezado pelos naturalmente vocacionados para o socorrerem,ficando então ,para sempre, alterado pelas palavras de Jesus o conceito milenar de próximo.


E no sopé dos montes escalvados de um amarelo indeciso,onde rareavam uns arbustos verdes cobertos da poeira,perto de um conjunto de pequenas casas abandonadas apareceram súbitamente três meninos escuros,talvez etíopes.Os três meninos tinham uma cabrinha e não pareciam pertencer a nada nem a ninguém.A aldeia abandonada,a fina poeira,o calor terrível e os três meninos.

Se os Anjos costumam tradicionalmente ser brancos e louros,o modo como aqueles três meninos apareciam naquele lugar tão desolado,não lhes tirava a possibilidade de o serem,alterando os conceitos clássicos ,sobre o aspecto dos anjos.

Podiam ser mensageiros de Deus-missão especial para os Anjos quando partilham,temporáriamente visíveis,o espaço dos homens-e mensageiros bem fortes e de uma impressionante clareza,que Deus responsabiliza a humanidade esquecida do mandamento do Amor,pelos milhões de meninos,que chegam a nascer,mas para brevemente serem mortos ou para não terem uma vida digna de seus filhos.

E às portas de Jerusalém,num dia tórrido de Setembro o apelo dos três meninos,que era bem do tamanho do mundo,ficou assente,magoadamente,no coração dos peregrinos.



domingo, 11 de novembro de 2012

Memórias da Terra Santa

Em Jericó,o homem pequenino 


 Foi suave,para nós peregrinos,entrar pela tarde particularmente quente,em Jericó.Ao deserto escaldante seguia-se um fesco e verde oásis.As palmeiras e tamareiras sucediam-se projectando sombras benfazejas no solo sobreaquecido. 


 Nessa tão idosa Jericó entrou Jesus,quando subia a Jerusalém com os discípulos e a imensa multidão,que os acompanhava.Antes havia curado o cego persistente,qua ao sabê-lO perto não obedeceu às vozes que o queriam calar e gritou ainda mais por Jesus,até q a sua Fé obteve a cura e O seguiu cantando os louvores de Deus. 

 Zaqueu,rico e chefe dos odiados cobradores de impostos vivia em Jericó e era de tão baixa estatura q para conhecer Jesus,que atravessava a sua cidade,correu á frente da multidão e subiu pelos galhos da frondosa árvore,esperando satisfazer a sua curiosidade. De facto a fama dos seus milagres precedia o Mestre e isso impressionava o homem pequenino,sem certamente o fazer pensar no surpreendente encontro que ia ter com Jesus. Sim,só com imensa surpresa poderia aquele endurecido coração esperar que Jesus o iria olhar e chamar pelo seu nome


-Zaqueu e acrescentar ainda-desce depressa,vou ficar em tua casa. O convite de Jesus também surpreendeu a multidão.Já havia tentado impedir o cego de se aproximar de Jesus e agora com uma falsa piedade murmuravam –Como vai alojar-se em casa de um pecador e sujeitar-se a contrair a impureza ritual?.Para os discípulos não constituía novidade.Não sabiam eles,já tão bem, que o Mestre afirmara que vinha para as ovelhas perdidas da casa de Israel?Não falara de procurar a ovelha perdida até a encontrar? Zaqueu refeito da surpresa não cabia em si de alegria e converteu-se a Jesus.


Como diz o sermão da Sexagésima do Padre António Vieira:“

Sempre Deus está pronto da Sua parte,como o sol para aquentar e com a chuva para regar,com o sol para alumiar e com a chuva para amolecer,se os nossos corações quiserem”.

 Naquela hora efectivamente tudo se transformou para Zaqueu .Entregou metade dos seus bens aos pobres e restituiu em quadrupulo (mais mesmo,que a lei de Moisés lhe ordenava)quem havia defraudado..Jesus disse-lhe então:”A salvação entrou nesta casa”. 


 A resposta de Zaqueu ao desafio de Jesus ,que actuara indiferente ao seu estatuto de marginalidade,havia restaurado a sua ligação à comunidade dos filhos de Abraão. E à alegria de Zaqueu correspondeu a alegria do céu,onde há mais alegria por um pecador que se arrepende,que por noventa e nove justos que fazem penitência,estagnados,muitas vezes,no religiosamente correcto.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Na Terra Santa - 30 anos são passados



-  Era quente aquela tarde de Setembro quando celebramos a Eucaristia no Monte das Bemaventuranças.Pelas doces colinas até ao mar da Galileia ,vazio de barcas e redes,ecoavam ainda as palavras de Jesus ,com o seu programa de "vida em abundância" sentindo-se o sussurrar da multidão ao tentar aproximar-se,porque "dele emanava um poder " e "poder que curava todos".
         

 E ao outro dia pelo deserto da Judeia,subiamos a Jerusalém.O calor aumenta Os sinais de vida humana desaparecem.O despojamento da paisagem,com a sua austera rudeza,comove.Livre de construções,muitas e muitas vezes derubadas e reconstruídas,mantém a autenticidade dos primeiros tempos.
        

  Ali esteve Jesus durante quarenta dias, em contacto exclusivo com o Pai.
        

  Ali foi Jesus tentado,ajudando os homens a fugir de uma das mais aliciantes e subtis tentações de todas as idades e estados:a tentação do poder pelo poder.
        

  Ali o homem assaltado pelos ladrões e tão despido de toda a segurança foi ajudado pelo inimigo oficial,depois de desprezado pelos naturalmente vocacionados para o socorrerem,sendo então alterado,pelas palavras de Jesus e para sempre,o conceito milenar de próximo.          
 E no sopé dos montes escalvados de um amarelo indeciso,onde rareavam uns arbustos verdes cobertos da poeira do deserto,perto de um conjunto de pequenas casas abandonadas,apareceram súbitamente três meninos escuros,talvez etíopes.Os três meninos tinham uma cabrinha e pareciam não pertencer a nada nem a ninguém.A aldeia abandonada,a fina poeira,o calor terrível e os três meninos.
          

Se os Anjos costumam tradicionalmente ser brancos e louros,o modo como os três meninos apareciam naquele local,tão desolado,não lhes tirava a possibilidade de o serem,alterando os conceitos clássicos ,sobre o aspecto dos Anjos.
         

 Podiam ser também mensageiros de Deus-missão especial para os Anjos _quando partilham,temporariamente visíveis,o espaço dos homens-e mensageiros bem fortes e de uma impressionante clareza,que Deus responsabiliza a humanidade,esquecida do mandamento do Amor,pelos milhões de meninos,que chegam a nascer,mas para brevemente serem mortos ou para não terem uma vida digna de seus Filhos.
          

E às portas de Jerusalém,num dia tórrido de Setembro,o apelo dos três meninos,que era bem do tamanho do Mundo,ficou assente,magoadamente,no coração dos peregrinos.


30 anos são passados ,mas a memória permanece viva:"Se me esquecer de ti,Jerusalém..."Salmo 137