Eu amo-Vos Jesus pela multidão que se abriga dentro de vós, que ouço, com todos os outros seres, falar, rezar, chorar, quando me junto a Vós.
TEILHARD DE CHARDIN

domingo, 20 de maio de 2018

Pentecostes


Com o Espírito Santo entendemos que a majestade, a honra, a glória e o poder do nosso Deus não são os do mundo, são sim a honra do Amor, a glória do Amor, a majestade do Amor. o poder do Amor porque o nosso Deus é AMOR...

domingo, 13 de maio de 2018

Difusores da esperança

Em cada uma das nossas palavras ressoe a esperança que Jesus nos deixou de estar connosco até ao fim dos tempos...Presença maior ainda que o nosso coração que falha, que interroga, que se angustia.

Não nos deixes Senhor Jesus, porque anoitece!!

quinta-feira, 19 de abril de 2018

De noite...


As horas soam magoadas
nas lentas, longas madrugadas dos insones

Torvelinhos de luz nos perseguem
mesmo além dos sonhos,  
que se neguem.


segunda-feira, 2 de abril de 2018

Ressurreição do Senhor

Cristo é o Ressurgido, agora. Surge neste momento do fundo do meu ser, do fundo de cada homem, do fundo da história, continua a ressurgir novamente, a introduzir com a mão viva do Criador gérmenes geradores de esperança e de confiança, de coragem e de liberdade. Cristo Jesus ressurge hoje, energia que ascende, vida que germina, pedregulho que rola para longe da boca do coração. E indica-me o caminho para a Páscoa, que significa uma passagem ininterrupta do ódio para o amor, do medo para a liberdade, do efémero para o eterno. A Páscoa é a festa das pedras que se afastam agora da boca da alma. E saímos prontos para a primavera da nova vida, arrastados pelo Cristo Ressurgido para sempre.

Pe Ermes Ronchi

segunda-feira, 26 de março de 2018

Olhar a cruz com os olhos do centurião...

Olhar a cruz com os olhos do centurião.
padre Ermes Ronchi
Domingo de Ramos (Ano B) (25/03/2018)
Evangelho: Mc 14,1-15,47
Jesus entra em Jerusalém, não apenas um evento histórico, mas uma parábola em acção. Mais: uma armadilha de amor para que a cidade o receba, para que eu o receba. Deus corteja a sua cidade de várias maneiras. Vem como um rei necessitado, tão pobre que nem sequer possui o mais pobre animal de carga. Um Deus humilde que não se impõe, não esmaga, não faz medo. “Nunca nos acostumamos a um Deus humilde" (Papa Francisco).
O Senhor precisa dele, mas vai devolvê-lo logo depois. Precisa daquele burrito, precisa de mim, mas não ficará com a minha vida; liberta-a, e faz com que seja o melhor que se possa tornar. Abrirá espaços em mim para o voo , para o sonho.
E então dizem: Bem-aventurado aquele que vem em nome do Senhor. É extraordinário poder dizer: Deus vem. Neste país, nestas ruas, em toda casa que tem gosto de pão e de abraços, Deus vem, eternamente a caminhar, viajante dos milénios e dos corações. E não está longe.
A Semana Santa desdobra, um por um, os dias do nosso destino; vêm ao nosso encontro lentamente, cada um deles generoso em sinais, símbolos e luz. A melhor coisa a fazer para a viver bem é estar perto da profundíssima santidade das lágrimas, perto das intermináveis cruzes do mundo onde Cristo é ainda crucificado nos seus irmãos. Estar próximo, com um gesto de cuidado, uma batalha pela justiça, uma esperança silenciosa e teimosa como o bater do coração, uma lágrima recolhida de um rosto.
Jesus entra na morte porque a ela é submetido todo o filho da terra. Ele sobe na cruz para estar comigo e como eu, para que eu possa estar com ele e como ele. Estar na cruz é o que Deus, em seu amor, deve ao homem, que está na cruz. Porque o amor conhece muitos deveres, mas o primeiro é estar com o amado, agarrar-se a ele, segurá-lo em si mesmo e depois arrastá-lo para o alto, para fora da morte.
Apenas a cruz remove qualquer dúvida. Qualquer outro gesto nos teria encerrado numa falsa idéia de Deus: a cruz é o abismo em que um amor eterno penetra no tempo como uma gota de fogo e resplandece. Quem entendeu primeiro foi um pagão, um experiente centurião perito em mortes: aquele ali crucificado era o filho de Deus, o que o conquistou? Não foram milagres, nem ressurreições, apenas um homem pendurado nu ao vento.
Ele viu dar uma volta ao mundo, em que a vitória sempre foi dos mais fortes, mais armados, dos mais implacáveis. Viu o supremo poder de Deus que é dar vida até mesmo àqueles que dão a morte; o poder de servir não de servir-se; de vencer a violência, tomando-a sobre si.
Viu, na colina, que este mundo traz outro mundo no útero. E é o crucifixo que possui a chave.
Imagem de J.Tissot

quinta-feira, 15 de março de 2018

A Tua Páscoa...


João 12
31Chegou a hora de este mundo ser julgado, e agora o príncipe deste mundo será expulso.  32Mas Eu, quando for levantado da terra, atrairei todas as pessoas para mim.”


Nessa fé que o nosso coração proclama, às vezes, de maneira pouco visível, permite Senhor que cheguemos à tua Páscoa com a vida cheia da Tua Luz!

sábado, 17 de fevereiro de 2018

a Quaresma...

Há várias espécies de deserto; não é de confundir o ansiado deserto de fantasia, fruto de várias ilusões com os desertos terríveis da escuridão, da sensação de bloqueio entre si e Deus... a noite escura de João da Cruz e de Madre Teresa (passos dolorosos da iluminação), ou com o deserto do recolhimento e da procura no fundo da alma do Deus da misericórdia deixando-se seduzir
...como disse Jeremias (20:7)