Eu amo-Vos Jesus pela multidão que se abriga dentro de vós, que ouço, com todos os outros seres, falar, rezar, chorar, quando me junto a Vós.
TEILHARD DE CHARDIN

terça-feira, 21 de outubro de 2014

atravessar as águas...

E agora, eis o que diz o Senhor,
o que te criou, ó Jacob,
o que te formou, ó Israel:

«Nada temas, porque Eu te resgatei,

da net

e te chamei pelo teu nome; tu és meu.


Se tiveres de atravessar as águas, estarei contigo,
e os rios não te submergirão.
Se caminhares pelo fogo, não te queimarás,

e as chamas não te consumirão.


Porque Eu, o Senhor, sou o teu Deus;
Eu, o Santo de Israel, sou o teu salvador.
Entrego o Egipto por teu resgate,

a Etiópia e Seba em troca de ti.


Visto que és precioso aos meus olhos,
que te estimo e te amo,
entrego reinos em teu lugar,

e nações, em vez da tua pessoa.


Não tenhas medo, que Eu estou contigo.»

Is 43,1-5

domingo, 19 de outubro de 2014

Porque choras ?



Mulher, tu choras? Quem procuras? Tu possuis aquele que buscas e tu o ignoras? Tu o tens e choras?
Tu o procuras fora, mas ele está dentro de ti.
Estás de pé, diante do sepulcro, mas ele está dentro de ti.
Porque ficas fora do sepulcro, debulhada em lágrimas, por quê?
Onde eu estou? Estou em ti. É aí que eu descanso, mas vivo, eternamente vivo.
Meu jardim está em ti. Acertaste me chamando de jardineiro.
Como segundo Adão, eu também vigio um paraíso.
Minha incumbência: trabalhar, cultivar nesse jardim, tua alma e colheitas de desejos.
Como? Tu me tens, me possuis em ti e tu o ignoras?
Por isso é que me procuras fora. Estou aqui. Apresento-me a ti para te levar ao teu interior.. É lá que haverás de me encontrar.
Maria, eu te conheço pelo teu nome;
que tu aprendas a me reconhecer pela fé.
Não me toques, porque ainda não subi ao Pai.
Tu ainda não crês que eu sou igual, coeterno e consubstancial ao Pai?
Quando isto creres, ter-me-ás tocado!
Dize-me uma coisa o que existe de mais próximo para alguém do que o próprio coração?
Os que me encontram, é lá, no seu coração que me acham.
É ali minha residência!
Texto atribuído a São Bernardo
Colhido num blog

sábado, 18 de outubro de 2014

A glória de Deus

É maravilhoso sempre constatar que o Totalmente Outro,com essa ou outra designação semelhante,que já "A nuvem do não saber" fazia conhecer no século XIV,com toda a diferença  que existe,mantém uma relação tão íntima e contínua connosco, que atravessa as Escrituras e se plenifica na Encarnação e que apesar de todo os desvios, nos considera a Sua glória,como afirmava Santo Ireneu.

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

O Totalmente Outro

Só o Totalmente Outro ,na Sua Transcendência se podia tornar uma criancinha de pegar ao colo,para se nos revelar,fazer as "noites transparentes",deixar que a "nossa alma se aconchegasse Nele",morar em todos e em cada um de nós agora e para sempre.

domingo, 21 de setembro de 2014

ser filho do Pai


Ser filho do Pai,numa multitude de irmãos...como o Nazareno foi....um sonho que se constroi...ser filho como Ele o foi na total confiança,no total Amor,na total disponibilidade,na total obediência....não parece horizonte à medida da nossa mesquinhez.No entanto, mesmo assim o Filho obteve-nos por graça o que por mérito não alcançaríamos.

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Os 4 cavaleiros

da net
O Apocalipse vai-se desdobrar à nossa frente no encerramento e abertura do novo ano litúrgico.

Desse livro fazem parte três cavaleiros,que assolam a terra com as epidemias,a guerra e a fome.... o que está  acontecer, nos nossos tempos, nos 4 cantos da terra,...trazendo interrogações,medos,violência,tristeza,preocupação...parecendo que a humanidade não vai encontrar saída.

Mas existe um  quarto cavaleiro, o cavaleiro do cavalo branco (6,2) que "saíu vitorioso,para vencer"

Todo o Apocalipse está eivado de simbologia,por ser um livro escrito na clandestinidade para dar força aos cristãos que estavam na grande tribulação,sem que no entanto as autoridades romanas disso se pudessem aperceber.

Ora a imagem do cavaleiro branco vitorioso é Cristo que ontem,hoje e sempre ilumina os nosso dias mais escuros e dá força e ânimo, aos que como na primeira igreja, apesar da perseguição, não deixam o primeiro amor.

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Maria - que nos precedeu

Le Brun


A VIRGEM DA GALILEIA
Era uma vez uma virgem
Em Nazaré, branca aldeia,
Que tinha um noivo da origem
Dos velhos reis da Judeia.
À porta do seu casal
Crescia a flor do espinheiro,
Como um emblema primeiro
Do diadema real.
De rastos seus pés beijavam
As plantas, como às rainhas.
No seu telhado adejavam
As asas das andorinhas.
Consolar a alheia mágoa
Ninguém sabia tão bem!
Era mais pura que a água
Da cisterna de Belém.
Havia anseios contidos,
Como vozes de quem roga,
Quando ía de olhos descidos,
Ao sábado, à sinagoga.
Vinham as pombas, em bando,
Sobre as suas mãos pousar,
Quando fiava, cantando,
Sentada à porta do lar.
Dizia a branca açucena,
Para a flor do rosmaninho:
- Que casta virgem morena
Toda vestida de linho!
O mar que se ri da sonda
Dizia com tom estranho:
- Quem me dera uma só onda
Do seu cabelo castanho!
Toda a tarde o rouxinol
Cantava à flor do espinheiro:
- Que lindo rosto trigueiro!
Que cantos cheios de sol!
Os marinheiros as barcas
Paravam, como em delírio.
Era o mais místico lírio
Do bordão dos Patriarcas!
Ora, uma vez que fiava,
Cantando ao pé do espinheiro,
À porta do lar pousava
Um singular passageiro.
Voavam pombas nos cumes,
O Sol descia a ladeira.
No ar boiavam perfumes
Mìsticos de laranjeira.
O rosto do mensageiro,
Plácido e resplandecente,
Brilhava como um guerreiro,
E como o Sol no Oriente.
Então, com voz grave, cheia
De uma inefável poesia,
À Virgem de Galileia
Saudou-a: «Ave-Maria!
Ave, ó lírio impoluto!
Cheia de graça ante os Céus.
Bento no ventre é teu fruto.
Convosco é o Senhor Deus!»
Mas ela, com humildade,
Como a rasteirinha erva:
- «Faça-se a Vossa vontade,
Senhor, eis a Vossa serva!»
Então as rolas voaram,
Deu graças o Oceano vário.
- Mas, sobre as hastes, choraram
As violetas do Calvário.
Gomes Leal, História de Jesus