Como a corça anseia pelas águas vivas, assim minha alma anseia por vós Senhor (Sl. 41-42)
Todas as interrogações, as inquietações e até as negações são fruto de uma marcação originária do ser humano criado para o Infinito e que possui um genoma de infinito.
Todo o orgulho, arrogância, prepotência é como o negativo da extrema dignidade do homem...o contra -luz da sua semelhança com Deus.
Possuidor de um tempo para viver em que a pessoa não cabe, projecta-se sempre para um horizonte ,que o ultrapassa ,inquieto,interrogando-se quem é,de onde vem e para onde vai .
Perguntas impressas no seu adn e que não consegue anular por mais que avance na ciência,por maior desenvolvimento que alcance na tecnologia.
terça-feira, 27 de março de 2012
segunda-feira, 26 de março de 2012
Nova Evangelização
Não que o Evangelho se faça novo.Ele é o Senhor Jesus,o Logos Eterno. "Jesus Cristo é sempre o mesmo: ontem, hoje e por toda a eternidade". (Hb 13,8).Mas há que O anunciar de maneira nova,adoptando os meios ,que a nova tecnologia, com a sua influência sobre a comunicação, oferecem.
Sem arrogância, como o diz o cardeal de Bruxelas, há que descer à rua,há que proclamar que Cristo se interessa pelos homens,que não desfalece nunca o seu ministério salvador.
E dizê-lo nas várias formas em que se manifesta o nosso Deus :pela Beleza,pela Arte,pela Ciência,pela Cultura e pela maior das Suas manifestações,a do Amor.
A necessidade de ser acolhido,de ser ouvido,de ser apoiado constitui uma das maiores necessidades , numa sociedade em que o isolamento e o abandono abrem feridas profundas.Mostrar ao outro que não está sòzinho,que tem Quem o ama,na fidelidade permanente,sem preconceito ou reserva e ,em nós próprios,também, é partilhar a missão salvadora de Jesus.O que era desde o princípio, o que temos ouvido, o que temos visto com os nossos olhos, o que temos contemplado e as nossas mãos têm apalpado no tocante ao Verbo da vida - (1Jo 1,1)
Não estás longe do Reino dos céus-respondeu o Senhor, na sequência do que lhe fora dito: 33. E amá-lo de todo o coração, de todo o pensamento, de toda a alma e de todas as forças, e amar o próximo como a si mesmo, excede a todos os holocaustos e sacrifícios.Mc 12.
Sem arrogância, como o diz o cardeal de Bruxelas, há que descer à rua,há que proclamar que Cristo se interessa pelos homens,que não desfalece nunca o seu ministério salvador.
E dizê-lo nas várias formas em que se manifesta o nosso Deus :pela Beleza,pela Arte,pela Ciência,pela Cultura e pela maior das Suas manifestações,a do Amor.
A necessidade de ser acolhido,de ser ouvido,de ser apoiado constitui uma das maiores necessidades , numa sociedade em que o isolamento e o abandono abrem feridas profundas.Mostrar ao outro que não está sòzinho,que tem Quem o ama,na fidelidade permanente,sem preconceito ou reserva e ,em nós próprios,também, é partilhar a missão salvadora de Jesus.O que era desde o princípio, o que temos ouvido, o que temos visto com os nossos olhos, o que temos contemplado e as nossas mãos têm apalpado no tocante ao Verbo da vida - (1Jo 1,1)
Não estás longe do Reino dos céus-respondeu o Senhor, na sequência do que lhe fora dito: 33. E amá-lo de todo o coração, de todo o pensamento, de toda a alma e de todas as forças, e amar o próximo como a si mesmo, excede a todos os holocaustos e sacrifícios.Mc 12.
sábado, 24 de março de 2012
Vivo ! Actuante!
Nós que recebemos toda experiência dos Apóstolos dos encontros com o Ressuscitado até à descida do Espírito compreendemos e cremos que Cristo vive e que continua presente nas nossas vidas com as marcas da nossa humanidade.
Com Ele os dias sombrios têm mais sustento no canto dos pássaros,nos lírios do campo,na mãos dadas que não esperávamos.
Com Ele os dias sombrios têm mais sustento no canto dos pássaros,nos lírios do campo,na mãos dadas que não esperávamos.
quinta-feira, 22 de março de 2012
Sempre "de partida"
Quando Jesus terminou estas parábolas,partiu dali." Mt 13,53
"Após ter dado instruções aos seus doze discípulos, Jesus partiu para ensinar e pregar nas cidades daquela região". (Mt 11,1)
"A essa notícia, Jesus partiu dali numa barca para se retirar a um lugar deserto, mas o povo soube e a multidão das cidades o seguiu a pé". (Mt 14,13)
"Passados os dois dias, Jesus partiu para a Galileia". (Jo 4,43)
"1 Depois, ele partiu dali e foi para a sua pátria, seguido de seus discípulos. (Mc 6,1)
Nada nos pertence..tudo é dado e pode ser tomado...caminhar,partir sempre mesmo que estejamos parados ...não estacionar nas nossas certezas,nas nossas seguranças,na nossa sabedoria,na exclusividade dos nossos afectos... É-nos pedida uma partida constante para atingir as águas profundas...
quarta-feira, 21 de março de 2012
Adultério
Livro de Jeremias,capitulo 2
9 e não ficou envergonhada. Ela manchou a sua terra porque cometeu adultério, adorando pedras e árvores
Sempre que adoramos os nossos ídolos de egocentrismo, dinheiro, poder, sucesso, soberba, cometemos adultério, porque Deus nos ama, com um amor esponsal e traímos esse amor.
segunda-feira, 19 de março de 2012
Retiro na cidade - Ama !
A Palavra de Deus
“ Amai-vos uns aos outros como eu vos amei ”
Evangelho de Jesus Cristo segundo São João, capitulo 15, versículo 12
A meditação
Este mandamento é talvez o mais conhecido ,o que resumiria mesmo toda a nova Lei. “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei.” Habitualmente insiste-se na segunda parte, e se tudo está contido em”como eu vos amei”, é justamente para melhor nos indicar que não se trata do nosso sentimento ,aquilo que nós, que nós chamamos amar.Uma manhã amo-te, noutra manhã já não te amo. Isso não se manda. Lamento. Adeus. Não me queiras mal.
O amor que Jesus nos manda escolher, o amor com que nos amou, não tem muito a haver com este sentimento fugaz, fora do nosso controle, que nos possui mais que nós o possuimos.
Este sentimento fugaz que achamos tão belo quando passa na nossa vida, é bem uma pálida figura deste outro amor que está preparado para morrer para não renunciar a ele mesmo.
Portanto, estes amores, desajeitados e frágeis, permitem não nos mentirmos a nós próprios quando dizemos que amamos com o amor de Cristo. Se os nossos amores nos dão asas, quanto mais amar deste amor que nos manda Jesus nos devia fazer voar mais alto.Se os nosso amores fazem parecer nada todos os desgostos por que passamos, como muito mais amar “como Cristo” nos devia impulsionar a dar a nossa vida.
Bem mais,os nossos amores desajeitados podem ser para nós uma primeira etapa em relação ao nosso objectivo,esse objectivo de amor que Jesus nos ordena de atingir.
Traduzido de
http://www.retraitedanslaville.org
“ Amai-vos uns aos outros como eu vos amei ”
Evangelho de Jesus Cristo segundo São João, capitulo 15, versículo 12
A meditação
Este mandamento é talvez o mais conhecido ,o que resumiria mesmo toda a nova Lei. “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei.” Habitualmente insiste-se na segunda parte, e se tudo está contido em”como eu vos amei”, é justamente para melhor nos indicar que não se trata do nosso sentimento ,aquilo que nós, que nós chamamos amar.Uma manhã amo-te, noutra manhã já não te amo. Isso não se manda. Lamento. Adeus. Não me queiras mal.
O amor que Jesus nos manda escolher, o amor com que nos amou, não tem muito a haver com este sentimento fugaz, fora do nosso controle, que nos possui mais que nós o possuimos.
Este sentimento fugaz que achamos tão belo quando passa na nossa vida, é bem uma pálida figura deste outro amor que está preparado para morrer para não renunciar a ele mesmo.
Portanto, estes amores, desajeitados e frágeis, permitem não nos mentirmos a nós próprios quando dizemos que amamos com o amor de Cristo. Se os nossos amores nos dão asas, quanto mais amar deste amor que nos manda Jesus nos devia fazer voar mais alto.Se os nosso amores fazem parecer nada todos os desgostos por que passamos, como muito mais amar “como Cristo” nos devia impulsionar a dar a nossa vida.
Bem mais,os nossos amores desajeitados podem ser para nós uma primeira etapa em relação ao nosso objectivo,esse objectivo de amor que Jesus nos ordena de atingir.
Traduzido de
http://www.retraitedanslaville.org
domingo, 18 de março de 2012
Retiro na cidade - Levanta os olhos,fixa o objectivo
A palavra de Deus
“Da mesma forma que a serpente de bronze foi elevada por Moisés no deserto, assim é preciso que o Filho do homem também o seja”
Evangelho de Jesus Cristo segundo São João, capitulo 3, versículo 14
A meditação
Sou fascinado há muito tempo pelos verbos no imperativo utilizados por Jesus no Evangelho . As ordens que nos dá . Acredita-se por vezes que o cristianismo não são coisas para fazer. Não estou assim tão certo.
Por exemplo,”fazei isto em memória de mim”. Certamente que entendo que é preciso acreditar no mistério da Eucaristia, que é preciso participar na missa com todo o seu coração. Certamente. Mas entendo também que é preciso ir à missa porque ele disse, porque é preciso irmos lá, simplesmente. Não como o fruto do que sinto. Para mais, é melhor não perguntar o que sinto domingo de manhã no quentinho da minha cama, sobretudo no Inverno.
Não digo que temos que fazer as coisas por pura obrigação, mas por demasiadas vezes deixa-mo-nos levar pelos nossos sentimentos e as coisas que temos que fazer não as fazemos. Sob o pretexto que não se compreende, que não se sente, que não estamos a fundo nelas, deixa-mo-las para trás. Encontram-se justificações. As nossas impressões passageiras dominam-nos e impedem-nos de viver o que queriamos viver.
Por exemplo a ordem de ir anunciar a palavra de Deus e de baptizar as nações é também bastante clara. Não digo que seja totamente unívoca e que todos devamos fazê-lo da mesma maneira. Cada um deve encontrar a sua própria maneira de o fazer. Mas de qualquer maneira, não para se esquivar, mas para o fazer bem.
Mas o mais fascinante, realmente, são ordens como:”Amai!” ou ainda “Alegrai-vos! “.De repente, muda-se de dimensão.Tanto me ponho a perguntar como evangelizar na minha vida de todos os dias, tanto me é difícil obedecer à ordem de amar ou de se alegrar.
Vá lá,ama! Vá lá,alegra-te! E ainda há mais, como por exemplo quando Jesus diz a Tomé : ”Crê”, quando diz ao paralítico ”Cura-te” ou aos discípulos “Não tenham medo”. Aqui está o que é realmente fascinante, porque fica claro que não se trata mais do nosso sentimento , daquilo que se sente de amor ou de ódio, de medo ou de confiança . Podem dizer-me, posso bem forçar-me a parecer que amo e durante um tempo posso convencer-me que amo, mas esse amor, é bem medíocre, se isso ainda se pode chamar de amor. Para alguém que tenha medo, não chega dizer-lhe “não tenhas medo”, e ainda mais a alguém triste “alegra-te!”. A comédia arrisca-se a não durar muito tempo.
Então qual é este amor que nos é mandado por Jesus, de que alegria, se trata, se não de uma alegria e de um amor objectivos, que podem escolher?. Manda-nos amar, ser felizes, curar e não ter mais medo. Que faremos? O que respondemos? ”Senhor, Senhor”, tentando convecer-mo-nos que amamos, que somos curados e felizes?
Com efeito, tenho a impressão que a maior parte das vezes ignoramos estes mandamentos, não os tomamos muito a sério, ou esperamos que se realizem sem que mexamos uma palha.Ou ainda mais , choramingando que somos infelizes, sós, feridos e sem amor.
Pelo contrário, penso que temos que levar estas ordens muito a sério e escolher sempre amar, ter fé, curar e não ter medo. Escolher ser feliz. Fixar o objectivo, apesar das tempestades, dos sentimentos interiores tantas vezes contraditórios, as crises dos nossos bons velhos demónios tão nossos conhecidos.
Tempestades e acidentes sempre houve e haverá. Não importa quem o sabe. Mas sei também que nunca encontrarei a felicidade, a cura, o perdão, se deixar a minha barca à deriva na corrente. E sei mesmo muito bem o que encontrarei se me deixar ir à deriva. Não encontrarei senão o que levo comigo na minha barca : eu, eu-eu-eu . E nada de muito válido para aguentar uma tempestade. Conhecem pessoas que nunca cruzaram uma tempestade ? O que espera que as condições metereológicas sejam favoráveis arrisca-se a esperar tempo de mais para se fazer ao mar.
Aqui está o que é para mim essa misteriosa serpente de bronze levantada no deserto e que curava os que a olhavam. Aqui está o que é a ressurreição de Cristo. Um objectivo a fixar,a manter. Afasta-mo-nos por vezes, perde-mo-nos também, mas voltamos a nos encontrar. Aprende-se com os erros. E reerguemo-nos com os olhos presos ao objectivo.
Como meteste a alegria na tua vida? Escolheste fixar como objectivo o amor? Um amor objectivo, verdadeiro, luminoso, que está pronto para morrer para não renunciar a si mesmo.
“ Como eu vos amei. ”
“Da mesma forma que a serpente de bronze foi elevada por Moisés no deserto, assim é preciso que o Filho do homem também o seja”
Evangelho de Jesus Cristo segundo São João, capitulo 3, versículo 14
A meditação
Sou fascinado há muito tempo pelos verbos no imperativo utilizados por Jesus no Evangelho . As ordens que nos dá . Acredita-se por vezes que o cristianismo não são coisas para fazer. Não estou assim tão certo.
Por exemplo,”fazei isto em memória de mim”. Certamente que entendo que é preciso acreditar no mistério da Eucaristia, que é preciso participar na missa com todo o seu coração. Certamente. Mas entendo também que é preciso ir à missa porque ele disse, porque é preciso irmos lá, simplesmente. Não como o fruto do que sinto. Para mais, é melhor não perguntar o que sinto domingo de manhã no quentinho da minha cama, sobretudo no Inverno.
Não digo que temos que fazer as coisas por pura obrigação, mas por demasiadas vezes deixa-mo-nos levar pelos nossos sentimentos e as coisas que temos que fazer não as fazemos. Sob o pretexto que não se compreende, que não se sente, que não estamos a fundo nelas, deixa-mo-las para trás. Encontram-se justificações. As nossas impressões passageiras dominam-nos e impedem-nos de viver o que queriamos viver.
Por exemplo a ordem de ir anunciar a palavra de Deus e de baptizar as nações é também bastante clara. Não digo que seja totamente unívoca e que todos devamos fazê-lo da mesma maneira. Cada um deve encontrar a sua própria maneira de o fazer. Mas de qualquer maneira, não para se esquivar, mas para o fazer bem.
Mas o mais fascinante, realmente, são ordens como:”Amai!” ou ainda “Alegrai-vos! “.De repente, muda-se de dimensão.Tanto me ponho a perguntar como evangelizar na minha vida de todos os dias, tanto me é difícil obedecer à ordem de amar ou de se alegrar.
Vá lá,ama! Vá lá,alegra-te! E ainda há mais, como por exemplo quando Jesus diz a Tomé : ”Crê”, quando diz ao paralítico ”Cura-te” ou aos discípulos “Não tenham medo”. Aqui está o que é realmente fascinante, porque fica claro que não se trata mais do nosso sentimento , daquilo que se sente de amor ou de ódio, de medo ou de confiança . Podem dizer-me, posso bem forçar-me a parecer que amo e durante um tempo posso convencer-me que amo, mas esse amor, é bem medíocre, se isso ainda se pode chamar de amor. Para alguém que tenha medo, não chega dizer-lhe “não tenhas medo”, e ainda mais a alguém triste “alegra-te!”. A comédia arrisca-se a não durar muito tempo.
Então qual é este amor que nos é mandado por Jesus, de que alegria, se trata, se não de uma alegria e de um amor objectivos, que podem escolher?. Manda-nos amar, ser felizes, curar e não ter mais medo. Que faremos? O que respondemos? ”Senhor, Senhor”, tentando convecer-mo-nos que amamos, que somos curados e felizes?
Com efeito, tenho a impressão que a maior parte das vezes ignoramos estes mandamentos, não os tomamos muito a sério, ou esperamos que se realizem sem que mexamos uma palha.Ou ainda mais , choramingando que somos infelizes, sós, feridos e sem amor.
Pelo contrário, penso que temos que levar estas ordens muito a sério e escolher sempre amar, ter fé, curar e não ter medo. Escolher ser feliz. Fixar o objectivo, apesar das tempestades, dos sentimentos interiores tantas vezes contraditórios, as crises dos nossos bons velhos demónios tão nossos conhecidos.
Tempestades e acidentes sempre houve e haverá. Não importa quem o sabe. Mas sei também que nunca encontrarei a felicidade, a cura, o perdão, se deixar a minha barca à deriva na corrente. E sei mesmo muito bem o que encontrarei se me deixar ir à deriva. Não encontrarei senão o que levo comigo na minha barca : eu, eu-eu-eu . E nada de muito válido para aguentar uma tempestade. Conhecem pessoas que nunca cruzaram uma tempestade ? O que espera que as condições metereológicas sejam favoráveis arrisca-se a esperar tempo de mais para se fazer ao mar.
Aqui está o que é para mim essa misteriosa serpente de bronze levantada no deserto e que curava os que a olhavam. Aqui está o que é a ressurreição de Cristo. Um objectivo a fixar,a manter. Afasta-mo-nos por vezes, perde-mo-nos também, mas voltamos a nos encontrar. Aprende-se com os erros. E reerguemo-nos com os olhos presos ao objectivo.
Como meteste a alegria na tua vida? Escolheste fixar como objectivo o amor? Um amor objectivo, verdadeiro, luminoso, que está pronto para morrer para não renunciar a si mesmo.
“ Como eu vos amei. ”
Traduzido de
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