A Palavra de Deus
“ Amai-vos uns aos outros como eu vos amei ”
Evangelho de Jesus Cristo segundo São João, capitulo 15, versículo 12
A meditação
Este mandamento é talvez o mais conhecido ,o que resumiria mesmo toda a nova Lei. “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei.” Habitualmente insiste-se na segunda parte, e se tudo está contido em”como eu vos amei”, é justamente para melhor nos indicar que não se trata do nosso sentimento ,aquilo que nós, que nós chamamos amar.Uma manhã amo-te, noutra manhã já não te amo. Isso não se manda. Lamento. Adeus. Não me queiras mal.
O amor que Jesus nos manda escolher, o amor com que nos amou, não tem muito a haver com este sentimento fugaz, fora do nosso controle, que nos possui mais que nós o possuimos.
Este sentimento fugaz que achamos tão belo quando passa na nossa vida, é bem uma pálida figura deste outro amor que está preparado para morrer para não renunciar a ele mesmo.
Portanto, estes amores, desajeitados e frágeis, permitem não nos mentirmos a nós próprios quando dizemos que amamos com o amor de Cristo. Se os nossos amores nos dão asas, quanto mais amar deste amor que nos manda Jesus nos devia fazer voar mais alto.Se os nosso amores fazem parecer nada todos os desgostos por que passamos, como muito mais amar “como Cristo” nos devia impulsionar a dar a nossa vida.
Bem mais,os nossos amores desajeitados podem ser para nós uma primeira etapa em relação ao nosso objectivo,esse objectivo de amor que Jesus nos ordena de atingir.
Traduzido de
http://www.retraitedanslaville.org
segunda-feira, 19 de março de 2012
domingo, 18 de março de 2012
Retiro na cidade - Levanta os olhos,fixa o objectivo
A palavra de Deus
“Da mesma forma que a serpente de bronze foi elevada por Moisés no deserto, assim é preciso que o Filho do homem também o seja”
Evangelho de Jesus Cristo segundo São João, capitulo 3, versículo 14
A meditação
Sou fascinado há muito tempo pelos verbos no imperativo utilizados por Jesus no Evangelho . As ordens que nos dá . Acredita-se por vezes que o cristianismo não são coisas para fazer. Não estou assim tão certo.
Por exemplo,”fazei isto em memória de mim”. Certamente que entendo que é preciso acreditar no mistério da Eucaristia, que é preciso participar na missa com todo o seu coração. Certamente. Mas entendo também que é preciso ir à missa porque ele disse, porque é preciso irmos lá, simplesmente. Não como o fruto do que sinto. Para mais, é melhor não perguntar o que sinto domingo de manhã no quentinho da minha cama, sobretudo no Inverno.
Não digo que temos que fazer as coisas por pura obrigação, mas por demasiadas vezes deixa-mo-nos levar pelos nossos sentimentos e as coisas que temos que fazer não as fazemos. Sob o pretexto que não se compreende, que não se sente, que não estamos a fundo nelas, deixa-mo-las para trás. Encontram-se justificações. As nossas impressões passageiras dominam-nos e impedem-nos de viver o que queriamos viver.
Por exemplo a ordem de ir anunciar a palavra de Deus e de baptizar as nações é também bastante clara. Não digo que seja totamente unívoca e que todos devamos fazê-lo da mesma maneira. Cada um deve encontrar a sua própria maneira de o fazer. Mas de qualquer maneira, não para se esquivar, mas para o fazer bem.
Mas o mais fascinante, realmente, são ordens como:”Amai!” ou ainda “Alegrai-vos! “.De repente, muda-se de dimensão.Tanto me ponho a perguntar como evangelizar na minha vida de todos os dias, tanto me é difícil obedecer à ordem de amar ou de se alegrar.
Vá lá,ama! Vá lá,alegra-te! E ainda há mais, como por exemplo quando Jesus diz a Tomé : ”Crê”, quando diz ao paralítico ”Cura-te” ou aos discípulos “Não tenham medo”. Aqui está o que é realmente fascinante, porque fica claro que não se trata mais do nosso sentimento , daquilo que se sente de amor ou de ódio, de medo ou de confiança . Podem dizer-me, posso bem forçar-me a parecer que amo e durante um tempo posso convencer-me que amo, mas esse amor, é bem medíocre, se isso ainda se pode chamar de amor. Para alguém que tenha medo, não chega dizer-lhe “não tenhas medo”, e ainda mais a alguém triste “alegra-te!”. A comédia arrisca-se a não durar muito tempo.
Então qual é este amor que nos é mandado por Jesus, de que alegria, se trata, se não de uma alegria e de um amor objectivos, que podem escolher?. Manda-nos amar, ser felizes, curar e não ter mais medo. Que faremos? O que respondemos? ”Senhor, Senhor”, tentando convecer-mo-nos que amamos, que somos curados e felizes?
Com efeito, tenho a impressão que a maior parte das vezes ignoramos estes mandamentos, não os tomamos muito a sério, ou esperamos que se realizem sem que mexamos uma palha.Ou ainda mais , choramingando que somos infelizes, sós, feridos e sem amor.
Pelo contrário, penso que temos que levar estas ordens muito a sério e escolher sempre amar, ter fé, curar e não ter medo. Escolher ser feliz. Fixar o objectivo, apesar das tempestades, dos sentimentos interiores tantas vezes contraditórios, as crises dos nossos bons velhos demónios tão nossos conhecidos.
Tempestades e acidentes sempre houve e haverá. Não importa quem o sabe. Mas sei também que nunca encontrarei a felicidade, a cura, o perdão, se deixar a minha barca à deriva na corrente. E sei mesmo muito bem o que encontrarei se me deixar ir à deriva. Não encontrarei senão o que levo comigo na minha barca : eu, eu-eu-eu . E nada de muito válido para aguentar uma tempestade. Conhecem pessoas que nunca cruzaram uma tempestade ? O que espera que as condições metereológicas sejam favoráveis arrisca-se a esperar tempo de mais para se fazer ao mar.
Aqui está o que é para mim essa misteriosa serpente de bronze levantada no deserto e que curava os que a olhavam. Aqui está o que é a ressurreição de Cristo. Um objectivo a fixar,a manter. Afasta-mo-nos por vezes, perde-mo-nos também, mas voltamos a nos encontrar. Aprende-se com os erros. E reerguemo-nos com os olhos presos ao objectivo.
Como meteste a alegria na tua vida? Escolheste fixar como objectivo o amor? Um amor objectivo, verdadeiro, luminoso, que está pronto para morrer para não renunciar a si mesmo.
“ Como eu vos amei. ”
“Da mesma forma que a serpente de bronze foi elevada por Moisés no deserto, assim é preciso que o Filho do homem também o seja”
Evangelho de Jesus Cristo segundo São João, capitulo 3, versículo 14
A meditação
Sou fascinado há muito tempo pelos verbos no imperativo utilizados por Jesus no Evangelho . As ordens que nos dá . Acredita-se por vezes que o cristianismo não são coisas para fazer. Não estou assim tão certo.
Por exemplo,”fazei isto em memória de mim”. Certamente que entendo que é preciso acreditar no mistério da Eucaristia, que é preciso participar na missa com todo o seu coração. Certamente. Mas entendo também que é preciso ir à missa porque ele disse, porque é preciso irmos lá, simplesmente. Não como o fruto do que sinto. Para mais, é melhor não perguntar o que sinto domingo de manhã no quentinho da minha cama, sobretudo no Inverno.
Não digo que temos que fazer as coisas por pura obrigação, mas por demasiadas vezes deixa-mo-nos levar pelos nossos sentimentos e as coisas que temos que fazer não as fazemos. Sob o pretexto que não se compreende, que não se sente, que não estamos a fundo nelas, deixa-mo-las para trás. Encontram-se justificações. As nossas impressões passageiras dominam-nos e impedem-nos de viver o que queriamos viver.
Por exemplo a ordem de ir anunciar a palavra de Deus e de baptizar as nações é também bastante clara. Não digo que seja totamente unívoca e que todos devamos fazê-lo da mesma maneira. Cada um deve encontrar a sua própria maneira de o fazer. Mas de qualquer maneira, não para se esquivar, mas para o fazer bem.
Mas o mais fascinante, realmente, são ordens como:”Amai!” ou ainda “Alegrai-vos! “.De repente, muda-se de dimensão.Tanto me ponho a perguntar como evangelizar na minha vida de todos os dias, tanto me é difícil obedecer à ordem de amar ou de se alegrar.
Vá lá,ama! Vá lá,alegra-te! E ainda há mais, como por exemplo quando Jesus diz a Tomé : ”Crê”, quando diz ao paralítico ”Cura-te” ou aos discípulos “Não tenham medo”. Aqui está o que é realmente fascinante, porque fica claro que não se trata mais do nosso sentimento , daquilo que se sente de amor ou de ódio, de medo ou de confiança . Podem dizer-me, posso bem forçar-me a parecer que amo e durante um tempo posso convencer-me que amo, mas esse amor, é bem medíocre, se isso ainda se pode chamar de amor. Para alguém que tenha medo, não chega dizer-lhe “não tenhas medo”, e ainda mais a alguém triste “alegra-te!”. A comédia arrisca-se a não durar muito tempo.
Então qual é este amor que nos é mandado por Jesus, de que alegria, se trata, se não de uma alegria e de um amor objectivos, que podem escolher?. Manda-nos amar, ser felizes, curar e não ter mais medo. Que faremos? O que respondemos? ”Senhor, Senhor”, tentando convecer-mo-nos que amamos, que somos curados e felizes?
Com efeito, tenho a impressão que a maior parte das vezes ignoramos estes mandamentos, não os tomamos muito a sério, ou esperamos que se realizem sem que mexamos uma palha.Ou ainda mais , choramingando que somos infelizes, sós, feridos e sem amor.
Pelo contrário, penso que temos que levar estas ordens muito a sério e escolher sempre amar, ter fé, curar e não ter medo. Escolher ser feliz. Fixar o objectivo, apesar das tempestades, dos sentimentos interiores tantas vezes contraditórios, as crises dos nossos bons velhos demónios tão nossos conhecidos.
Tempestades e acidentes sempre houve e haverá. Não importa quem o sabe. Mas sei também que nunca encontrarei a felicidade, a cura, o perdão, se deixar a minha barca à deriva na corrente. E sei mesmo muito bem o que encontrarei se me deixar ir à deriva. Não encontrarei senão o que levo comigo na minha barca : eu, eu-eu-eu . E nada de muito válido para aguentar uma tempestade. Conhecem pessoas que nunca cruzaram uma tempestade ? O que espera que as condições metereológicas sejam favoráveis arrisca-se a esperar tempo de mais para se fazer ao mar.
Aqui está o que é para mim essa misteriosa serpente de bronze levantada no deserto e que curava os que a olhavam. Aqui está o que é a ressurreição de Cristo. Um objectivo a fixar,a manter. Afasta-mo-nos por vezes, perde-mo-nos também, mas voltamos a nos encontrar. Aprende-se com os erros. E reerguemo-nos com os olhos presos ao objectivo.
Como meteste a alegria na tua vida? Escolheste fixar como objectivo o amor? Um amor objectivo, verdadeiro, luminoso, que está pronto para morrer para não renunciar a si mesmo.
“ Como eu vos amei. ”
Traduzido de
sábado, 17 de março de 2012
Retiro na cidade - O templo de Deus, és tu.
A palavra de Deus
"Não sabeis que o vosso corpo é o templo do Espírito?"
Primeira Carta sos Corintios,capitulo 6,versículo 19
A meditação
Hoje convido-te para uma visita em profundidade, do género mergulho submarino.Em vez de vestir o fato e colocar a máscara e de segurar aparelhos sofisticados, podes-te sentar num canto do teu quarto (não muito próximo do teu monitor demasiado tentador). Fecha os olhos. Respira docemente,tranquilamente. Repousa as tuas mãos nos joelhos ou simplesmente cruza-as. Podes também segurar um terço : permite que nos concentremos.
Atenção, mergulho ! Ultrapassas as tuas preocupações, as tuas questões, os teus medos.Se estás cheio de imagens em frente dos olhos, não te detenhas nelas, continua a descer para o silêncio.
O que vai abrir o ouvido do teu coração, é que desejas escutar, ouvir a voz do Senhor, Daquele que te ama. Fica em espera, como em suspenso, e abre o teu coração à Fé : O Senhor está lá, no templo do teu coração. Espera-te porque o seu Espírito te precedeu. Está vivo sempre em ti e murmura : " Abba, Pai ".
Estás lá, Ele está lá, isso chega. O templo de Deus, és tu. Podes pronunciar o Nome de Jesus calmamente seguindo a tua respiração. Vai-te purificar e iluminar-te no fundo do coração.
Então para voltar à superfície, podes dizer lentamente : " Pai nosso que estás nos céus, que o teu Nome seja santificado ". Bom dia para ti e para todos que te encontrem.
"Não sabeis que o vosso corpo é o templo do Espírito?"
Primeira Carta sos Corintios,capitulo 6,versículo 19
A meditação
(foto da net)
Hoje convido-te para uma visita em profundidade, do género mergulho submarino.Em vez de vestir o fato e colocar a máscara e de segurar aparelhos sofisticados, podes-te sentar num canto do teu quarto (não muito próximo do teu monitor demasiado tentador). Fecha os olhos. Respira docemente,tranquilamente. Repousa as tuas mãos nos joelhos ou simplesmente cruza-as. Podes também segurar um terço : permite que nos concentremos.
Atenção, mergulho ! Ultrapassas as tuas preocupações, as tuas questões, os teus medos.Se estás cheio de imagens em frente dos olhos, não te detenhas nelas, continua a descer para o silêncio.
O que vai abrir o ouvido do teu coração, é que desejas escutar, ouvir a voz do Senhor, Daquele que te ama. Fica em espera, como em suspenso, e abre o teu coração à Fé : O Senhor está lá, no templo do teu coração. Espera-te porque o seu Espírito te precedeu. Está vivo sempre em ti e murmura : " Abba, Pai ".
Estás lá, Ele está lá, isso chega. O templo de Deus, és tu. Podes pronunciar o Nome de Jesus calmamente seguindo a tua respiração. Vai-te purificar e iluminar-te no fundo do coração.
Então para voltar à superfície, podes dizer lentamente : " Pai nosso que estás nos céus, que o teu Nome seja santificado ". Bom dia para ti e para todos que te encontrem.
Traduzido de
quinta-feira, 15 de março de 2012
Retiro na cidade - a nascente vivificante
A Palavra de Deus
"O homem mediu mil metros cúbitos,era uma torrente que não pude atravessar,porque a água aumentou para se tornar uma água profunda,um rio intransponível"
Livro de Ezequiel ,capítulo 47,versículos 5-6
A meditação
Entrámos no grande edifício que é o Templo,de mãos vazias para aí encontrarmos a presença benfazeja de Deus.Mas hoje ,não estava em causa, fechar-se lá dentro porque o Templo abria-se ,por si mesmo, para dar a vida.
Com o profeta Ezequiel (no capitulo 47,versículos 1 a 12),um homem-talvez um anjo!-apanhou-nos pela mão e fez-nos sair.Deixemo-nos agarrar pela nascente que
sai do Templo para se tornar uma corrente, que irriga as terras áridas da humanidade .É uma corrente impetuosa ,uma força vital.Meter-mo-nos nela é bem menos seguro que ficar no nosso fofo ninho.Mas o homem está lá para nos guiar e nos guardar.Não seremos engolidos.!
Como medir esta força indomável que vem de Deus e que quer vivificar tudo? Nas margens as árvores carregam,inesgotáveis,os frutos para nos alimentarmos ,as folhas para fazermos remédios.
Do lado de Jesus,levantado na cruz,jorrou água e sangue (João,capitulo 19,versículo 34).Deste novo templo a nascente verte para irrigar o mundo.É a água viva prometida por Jesus ,o Espírito Santo que vem para fazer frutificar os lugares áridos e quase mortos das nossas existências e do nosso mundo.Desde a Cruz,o perdão é o remédio ,o corpo entregue alimento.Para que a vida jorre.
Saíamos do Templo e sigamos esta corrente que nos liga para sempre à fonte.
"O homem mediu mil metros cúbitos,era uma torrente que não pude atravessar,porque a água aumentou para se tornar uma água profunda,um rio intransponível"
Livro de Ezequiel ,capítulo 47,versículos 5-6
A meditação
Entrámos no grande edifício que é o Templo,de mãos vazias para aí encontrarmos a presença benfazeja de Deus.Mas hoje ,não estava em causa, fechar-se lá dentro porque o Templo abria-se ,por si mesmo, para dar a vida.
Com o profeta Ezequiel (no capitulo 47,versículos 1 a 12),um homem-talvez um anjo!-apanhou-nos pela mão e fez-nos sair.Deixemo-nos agarrar pela nascente que
sai do Templo para se tornar uma corrente, que irriga as terras áridas da humanidade .É uma corrente impetuosa ,uma força vital.Meter-mo-nos nela é bem menos seguro que ficar no nosso fofo ninho.Mas o homem está lá para nos guiar e nos guardar.Não seremos engolidos.!
Do lado de Jesus,levantado na cruz,jorrou água e sangue (João,capitulo 19,versículo 34).Deste novo templo a nascente verte para irrigar o mundo.É a água viva prometida por Jesus ,o Espírito Santo que vem para fazer frutificar os lugares áridos e quase mortos das nossas existências e do nosso mundo.Desde a Cruz,o perdão é o remédio ,o corpo entregue alimento.Para que a vida jorre.
Saíamos do Templo e sigamos esta corrente que nos liga para sempre à fonte.
quarta-feira, 14 de março de 2012
Retiro na cidade - Um dom não tão louco como este
A palavra de Deus
"Deu tudo o que tinha para viver"
Evangelho de Jesus-Cristo segundo São Lucas,capitulo 21,versículo 4
A meditação
Um dia em que estava no Templo,Jesus observava as pessoas que vinham deitar a sua oferta na caixa das esmolas.E presta atenção àquilo que ,certamente,teria passado despercebido aos nossos olhos.No meio de todos os ricos que depositavam grandes somas ,a pessoa que ele reparou ,foi uma viuva miserável que apenas meteu duas moeditas. Para Jesus este gesto teve infinitamente mais valor que o dos ricos.Porque eles contentavam-se em dar o supérfluo enquanto que ela,ela dava tudo o que tinha para viver.Na casa do Pai,a questão não é "deslumbrar o vizinho" por actos ou dons grandiosos .Os pequenos gestos para Deus ou para os nossos irmãos tocam infinitamente o coração de Deus.
Vamos ainda mais longe.Jesus não podia deixar de ver a dádiva da viuva.Porque não se tratava de um simples óbulo enquanto passava.Esta viuva deu tudo,não guardou nada para ela.Gesto insensato,para nós que temos muito mais a tendência para multiplicar os seguros de vida.!Mas será assim tão seguro?Como Cristo se prepara para fazer,ela entrega a sua vida entre as mãos e Deus.E ela tem realmente razão a julgar por aquilo que resulta da morte de Jesus.Renunciando à sua pobre vida por Deus,a viuva tem todas as hipóteses "de encontrar a vida ...em abundância" !
terça-feira, 13 de março de 2012
Retiro na cidade - a casa dos pequeninos
A Palavra de Deus
"A minha casa será chamada uma casa de oração"
Eangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus,capitulo 21,versículo 13
A meditação
certamente os vendedores de pombas e os cambistas de moedas.Fazem parte do cenário.Mas há também cegos e coxos e-é ainda mais estranho- um bando de crianças .Estavam fora,misturadas na multidão e continuavam a gritar:"Hossana ao Filho de David !" Havia de que irritar "os grandes do templo"! Eles eram os que sabiam os ritos desse lugar.Mas será que os saberiam de verdade? Não parecia muito certo.E habilmente,Jesus fá-los perceber ,citando uma oração de um conjunto que lhes era familiar:o livro dos Salmos:"Pela boca dos pequeninos e das crianças preparaste um louvor"(Salmo 8).
Os "grandes"são logo remetidos para a função principal do templo:o louvor.O templo é a casa dos "pequeninos",porque para louvar a Deus e reconhecer as suas maravilhas ,é bom ser como crianças.Os pequeninos ,segundo o Evangelho ,são os que se abandonam ao amor do Senhor e Nele confiam inteiramente.Ele inclina-se,para os ouvir.Com os pequeninos podemos iniciar o louvor e balbuciar o salmo :"O Senhor defende os pequeninos :era fraco e Ele me salvou".Digamos à nossa alma"Entra no repouso" porque o nosso repouso é Cristo
"A minha casa será chamada uma casa de oração"
Eangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus,capitulo 21,versículo 13
A meditação
(Israel - no deserto)
Olhemos para a cena dos "mercadores expulsos do templo" contada por São Mateus .É diferente da versão de São João ouvida no Domingo .Encontram-secertamente os vendedores de pombas e os cambistas de moedas.Fazem parte do cenário.Mas há também cegos e coxos e-é ainda mais estranho- um bando de crianças .Estavam fora,misturadas na multidão e continuavam a gritar:"Hossana ao Filho de David !" Havia de que irritar "os grandes do templo"! Eles eram os que sabiam os ritos desse lugar.Mas será que os saberiam de verdade? Não parecia muito certo.E habilmente,Jesus fá-los perceber ,citando uma oração de um conjunto que lhes era familiar:o livro dos Salmos:"Pela boca dos pequeninos e das crianças preparaste um louvor"(Salmo 8).
Os "grandes"são logo remetidos para a função principal do templo:o louvor.O templo é a casa dos "pequeninos",porque para louvar a Deus e reconhecer as suas maravilhas ,é bom ser como crianças.Os pequeninos ,segundo o Evangelho ,são os que se abandonam ao amor do Senhor e Nele confiam inteiramente.Ele inclina-se,para os ouvir.Com os pequeninos podemos iniciar o louvor e balbuciar o salmo :"O Senhor defende os pequeninos :era fraco e Ele me salvou".Digamos à nossa alma"Entra no repouso" porque o nosso repouso é Cristo
segunda-feira, 12 de março de 2012
Retiro na cidade - a casa do olhar
A Palavra de Deus
| "Não sabem que preciso de estar na casa do meu Pai?" | |
Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas,capitulo 2, versículo 49 |
Sentir-se
em sua casa,é o sonho de felicidade de muitos.Na nossa casa,é o lugar
onde nos encontramos em segurança,onde podemos ficar,despir as
aparências que a vida nos obriga muitas vezes a assumir.Um lugar onde se
pode ,finalmente,ser nós próprios.Sob formas diferentes toda a gente o
procura.Exerce sobre nós uma atracção irresistível.
Jesus,mesmo,não resistiu ,subiu a Jerusalém com os seus pais.Desde que pisou o Templo de Deus ,soube que era ali que devia estar,como um fato talhado à medida.Soube-o tão bem que,que quando a caravana regressou a Nazaré,permaneceu.E foi preciso tempo para o encontrar de novo.
Jesus,mesmo,não resistiu ,subiu a Jerusalém com os seus pais.Desde que pisou o Templo de Deus ,soube que era ali que devia estar,como um fato talhado à medida.Soube-o tão bem que,que quando a caravana regressou a Nazaré,permaneceu.E foi preciso tempo para o encontrar de novo.
Não
eram as belas pedras que o fascinavam ,mas a presença que habitava
nesse lugar,a de Deus seu Pai.Aí recebia a única coisa que faz viver :um
olhar de amor.Porque toda a gente sabe que paredes não chegam para
fazer um lar.É preciso alguém.Para me acolher,para me olhar.
Deus
lança um olhar de amor sobre cada um de nós em particular .Há
lugares,por vezes inesperados,onde isso se sente.Reflecte-se nos olhares
que cruzamos a cada dia,como a luz no prisma do arco-iris.Não há
necessidade de ter meios de construção, para se encontrar em
casa.Podemo-nos sentir em casa no meio de pesoas que não falam a nossa
lingua,mas que, nos seus olhos, acolhem com hospitalidade.A única
condição,é aceitar acreditar nisso.
Traduzido de
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