quarta-feira, 14 de março de 2012
Retiro na cidade - Um dom não tão louco como este
A palavra de Deus
"Deu tudo o que tinha para viver"
Evangelho de Jesus-Cristo segundo São Lucas,capitulo 21,versículo 4
A meditação
Um dia em que estava no Templo,Jesus observava as pessoas que vinham deitar a sua oferta na caixa das esmolas.E presta atenção àquilo que ,certamente,teria passado despercebido aos nossos olhos.No meio de todos os ricos que depositavam grandes somas ,a pessoa que ele reparou ,foi uma viuva miserável que apenas meteu duas moeditas. Para Jesus este gesto teve infinitamente mais valor que o dos ricos.Porque eles contentavam-se em dar o supérfluo enquanto que ela,ela dava tudo o que tinha para viver.Na casa do Pai,a questão não é "deslumbrar o vizinho" por actos ou dons grandiosos .Os pequenos gestos para Deus ou para os nossos irmãos tocam infinitamente o coração de Deus.
Vamos ainda mais longe.Jesus não podia deixar de ver a dádiva da viuva.Porque não se tratava de um simples óbulo enquanto passava.Esta viuva deu tudo,não guardou nada para ela.Gesto insensato,para nós que temos muito mais a tendência para multiplicar os seguros de vida.!Mas será assim tão seguro?Como Cristo se prepara para fazer,ela entrega a sua vida entre as mãos e Deus.E ela tem realmente razão a julgar por aquilo que resulta da morte de Jesus.Renunciando à sua pobre vida por Deus,a viuva tem todas as hipóteses "de encontrar a vida ...em abundância" !
terça-feira, 13 de março de 2012
Retiro na cidade - a casa dos pequeninos
A Palavra de Deus
"A minha casa será chamada uma casa de oração"
Eangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus,capitulo 21,versículo 13
A meditação
certamente os vendedores de pombas e os cambistas de moedas.Fazem parte do cenário.Mas há também cegos e coxos e-é ainda mais estranho- um bando de crianças .Estavam fora,misturadas na multidão e continuavam a gritar:"Hossana ao Filho de David !" Havia de que irritar "os grandes do templo"! Eles eram os que sabiam os ritos desse lugar.Mas será que os saberiam de verdade? Não parecia muito certo.E habilmente,Jesus fá-los perceber ,citando uma oração de um conjunto que lhes era familiar:o livro dos Salmos:"Pela boca dos pequeninos e das crianças preparaste um louvor"(Salmo 8).
Os "grandes"são logo remetidos para a função principal do templo:o louvor.O templo é a casa dos "pequeninos",porque para louvar a Deus e reconhecer as suas maravilhas ,é bom ser como crianças.Os pequeninos ,segundo o Evangelho ,são os que se abandonam ao amor do Senhor e Nele confiam inteiramente.Ele inclina-se,para os ouvir.Com os pequeninos podemos iniciar o louvor e balbuciar o salmo :"O Senhor defende os pequeninos :era fraco e Ele me salvou".Digamos à nossa alma"Entra no repouso" porque o nosso repouso é Cristo
"A minha casa será chamada uma casa de oração"
Eangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus,capitulo 21,versículo 13
A meditação
(Israel - no deserto)
Olhemos para a cena dos "mercadores expulsos do templo" contada por São Mateus .É diferente da versão de São João ouvida no Domingo .Encontram-secertamente os vendedores de pombas e os cambistas de moedas.Fazem parte do cenário.Mas há também cegos e coxos e-é ainda mais estranho- um bando de crianças .Estavam fora,misturadas na multidão e continuavam a gritar:"Hossana ao Filho de David !" Havia de que irritar "os grandes do templo"! Eles eram os que sabiam os ritos desse lugar.Mas será que os saberiam de verdade? Não parecia muito certo.E habilmente,Jesus fá-los perceber ,citando uma oração de um conjunto que lhes era familiar:o livro dos Salmos:"Pela boca dos pequeninos e das crianças preparaste um louvor"(Salmo 8).
Os "grandes"são logo remetidos para a função principal do templo:o louvor.O templo é a casa dos "pequeninos",porque para louvar a Deus e reconhecer as suas maravilhas ,é bom ser como crianças.Os pequeninos ,segundo o Evangelho ,são os que se abandonam ao amor do Senhor e Nele confiam inteiramente.Ele inclina-se,para os ouvir.Com os pequeninos podemos iniciar o louvor e balbuciar o salmo :"O Senhor defende os pequeninos :era fraco e Ele me salvou".Digamos à nossa alma"Entra no repouso" porque o nosso repouso é Cristo
segunda-feira, 12 de março de 2012
Retiro na cidade - a casa do olhar
A Palavra de Deus
| "Não sabem que preciso de estar na casa do meu Pai?" | |
Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas,capitulo 2, versículo 49 |
Sentir-se
em sua casa,é o sonho de felicidade de muitos.Na nossa casa,é o lugar
onde nos encontramos em segurança,onde podemos ficar,despir as
aparências que a vida nos obriga muitas vezes a assumir.Um lugar onde se
pode ,finalmente,ser nós próprios.Sob formas diferentes toda a gente o
procura.Exerce sobre nós uma atracção irresistível.
Jesus,mesmo,não resistiu ,subiu a Jerusalém com os seus pais.Desde que pisou o Templo de Deus ,soube que era ali que devia estar,como um fato talhado à medida.Soube-o tão bem que,que quando a caravana regressou a Nazaré,permaneceu.E foi preciso tempo para o encontrar de novo.
Jesus,mesmo,não resistiu ,subiu a Jerusalém com os seus pais.Desde que pisou o Templo de Deus ,soube que era ali que devia estar,como um fato talhado à medida.Soube-o tão bem que,que quando a caravana regressou a Nazaré,permaneceu.E foi preciso tempo para o encontrar de novo.
Não
eram as belas pedras que o fascinavam ,mas a presença que habitava
nesse lugar,a de Deus seu Pai.Aí recebia a única coisa que faz viver :um
olhar de amor.Porque toda a gente sabe que paredes não chegam para
fazer um lar.É preciso alguém.Para me acolher,para me olhar.
Deus
lança um olhar de amor sobre cada um de nós em particular .Há
lugares,por vezes inesperados,onde isso se sente.Reflecte-se nos olhares
que cruzamos a cada dia,como a luz no prisma do arco-iris.Não há
necessidade de ter meios de construção, para se encontrar em
casa.Podemo-nos sentir em casa no meio de pesoas que não falam a nossa
lingua,mas que, nos seus olhos, acolhem com hospitalidade.A única
condição,é aceitar acreditar nisso.
Traduzido de
domingo, 11 de março de 2012
Retiro na cidade - quem está à porta?
A palavra de Deus
"Levem isto daqui!"
Evangelho de Jesus Cristo segundo S.João,no capitulo 2,versículo 16
A meditação
Uma porta que se abre,a do Templo de Jerusalém.Por momentos,há gente mas ninguém atende.Está cheio de mercadores e de animais,que piam e balem.Um pouco como em nossa casa, um pouco como nos nossos corações onde acontece que tudo se agita,tudo se embrulha e zim bu bu ,faz barulho mas é o vazio que ressoa.Pode-se estar demasiado ocupado para lá estar,incapazes de ouvirmos quem bate à porta,quem pergunta se está alguém.
No templo Jesus entra com estrondo Está na sua casa,na casa de seu Pai nesta Casa que se chamava em tempos antigos"a Tenda do encontro".Mas,como se encontrar no meio de tanta algazarra,de tanta agitação?.Jesus fala alto,deita abaixo bancadas e mesas com um chicote de cordas .É preciso afastar os mercadores e quem afasta é Ele! De um jacto,nós entramos no ambiente ,inesperado para aqueles que fazem uma imagem menineira e açucarada de Deus feito homem.
O violento é ele ,porque se há uma violência do ódio,também há uma violência do amor.Para nós que hoje lemos este Evangelho,o Senhor dos lugares faz uma grande limpeza.Há tantas coisas ilusórias,sufocantes ou simplesmente nefastas a afastar para que brilhe em silêncio a lâmpada do santuário do nosso coração.Deixemos Jesus libertar em nós o espaço da vida,da presença,do verdadeiro encontro,deixe-mo-lo abrir as portas do templo pré-fabricado das nossas idéias préconcebidas.Entregue-mo-nos ao seu Sopro que nos coloca ao largo da vida e nos dá o entendimento da Palavra, que cumpre o que diz.Maria,a Mãe de Jesus,sempre discreta e presente ,está ao nosso serviço,a pedido,ela que nunca deixou durante a sua vida terrestre de guardar e conservar tudo o q via e ouvia,mesmo o mais estranho...
Prosseguindo a leitura do Evangelho ,depois de termos visto e ouvido a cena,pergunta-mo-nos porque,no fundo,Jesus se zangou tanto .Gritou:"Tirem isto daqui...não façam da casa do meu Pai uma casa de comércio!" (2,16). Deus,o Deus de Jesus Cristo,não é um vendedor de benefícios,dá sem cálculos,por puro amor. A sua porta está aberta "noite e dia" para o acolhimento,a partilha,o encontro.! Lá onde não se faz pagar a entrada.Lá,onde há lugar para todos os que o procuram ,tanto os pobres como os ricos os simples como os sábios e ninguém se empurra.Não é a multidão que congestiona o Templo,mas o desprezo,o orgulho e a cupidez dos homens.Os mercadores são duplamente culpados:utilizam o Templo para os seus interesses e abusam da boa gente fazendo-lhes acreditar que Deus espera os seus sacrifício para se ocupar deles.!Os sacrifícios,para uns,dão resultados,para outros só custos!Para agradar a Deus ,era preciso ter obrigações bem firmes. É estar longe,muito longe de Deus,com tais idéias! No Antigo Testamento os profetas gritavam em seu Nome:É o amor que me agrada e não o sacrifício".(Oseias capitulo 6,versículo 6). Se Jesus fez uma grande reviravolta nas nossas vidas ,é para nos ajudar a descobrir como o seu Pai nos ama e como ele nos ama...Não nos esgotemos a calcular,não nos agitemos em vão,, mesmo, nesta boa causa.Os nossos irmãos têm tanta necessidade de presença,de ternura,desta luz que não cega, mas que acalenta o coração,destes gestos simples que dizem ao outro que existe para nós e que tem valor,o único verdadeiro. O Amor que nos espera é gratuito,permanente e jamais se impõe.Os mais humildes são os primeiros a serem servidos...No Templo,a Bolsa não faz efeito,não se ouve senão bater o coração de Deus,em uníssono com o coração do homem.Há uma presença nova a descobrir quando o silêncio se torna perceptivel e quando,docemente,a paz se instala,ligeira e acolhedora.Paremos um pouco,demos atenção.Neste domingo,Jesus limpou-nos a estrada,abriu-nos perspectivas ,uma esperança. No Templo,libertado por Jesus,entra-se de mãos vazias.
"Levem isto daqui!"
Evangelho de Jesus Cristo segundo S.João,no capitulo 2,versículo 16
A meditação
Uma porta que se abre,a do Templo de Jerusalém.Por momentos,há gente mas ninguém atende.Está cheio de mercadores e de animais,que piam e balem.Um pouco como em nossa casa, um pouco como nos nossos corações onde acontece que tudo se agita,tudo se embrulha e zim bu bu ,faz barulho mas é o vazio que ressoa.Pode-se estar demasiado ocupado para lá estar,incapazes de ouvirmos quem bate à porta,quem pergunta se está alguém.
No templo Jesus entra com estrondo Está na sua casa,na casa de seu Pai nesta Casa que se chamava em tempos antigos"a Tenda do encontro".Mas,como se encontrar no meio de tanta algazarra,de tanta agitação?.Jesus fala alto,deita abaixo bancadas e mesas com um chicote de cordas .É preciso afastar os mercadores e quem afasta é Ele! De um jacto,nós entramos no ambiente ,inesperado para aqueles que fazem uma imagem menineira e açucarada de Deus feito homem.
O violento é ele ,porque se há uma violência do ódio,também há uma violência do amor.Para nós que hoje lemos este Evangelho,o Senhor dos lugares faz uma grande limpeza.Há tantas coisas ilusórias,sufocantes ou simplesmente nefastas a afastar para que brilhe em silêncio a lâmpada do santuário do nosso coração.Deixemos Jesus libertar em nós o espaço da vida,da presença,do verdadeiro encontro,deixe-mo-lo abrir as portas do templo pré-fabricado das nossas idéias préconcebidas.Entregue-mo-nos ao seu Sopro que nos coloca ao largo da vida e nos dá o entendimento da Palavra, que cumpre o que diz.Maria,a Mãe de Jesus,sempre discreta e presente ,está ao nosso serviço,a pedido,ela que nunca deixou durante a sua vida terrestre de guardar e conservar tudo o q via e ouvia,mesmo o mais estranho...
Prosseguindo a leitura do Evangelho ,depois de termos visto e ouvido a cena,pergunta-mo-nos porque,no fundo,Jesus se zangou tanto .Gritou:"Tirem isto daqui...não façam da casa do meu Pai uma casa de comércio!" (2,16). Deus,o Deus de Jesus Cristo,não é um vendedor de benefícios,dá sem cálculos,por puro amor. A sua porta está aberta "noite e dia" para o acolhimento,a partilha,o encontro.! Lá onde não se faz pagar a entrada.Lá,onde há lugar para todos os que o procuram ,tanto os pobres como os ricos os simples como os sábios e ninguém se empurra.Não é a multidão que congestiona o Templo,mas o desprezo,o orgulho e a cupidez dos homens.Os mercadores são duplamente culpados:utilizam o Templo para os seus interesses e abusam da boa gente fazendo-lhes acreditar que Deus espera os seus sacrifício para se ocupar deles.!Os sacrifícios,para uns,dão resultados,para outros só custos!Para agradar a Deus ,era preciso ter obrigações bem firmes. É estar longe,muito longe de Deus,com tais idéias! No Antigo Testamento os profetas gritavam em seu Nome:É o amor que me agrada e não o sacrifício".(Oseias capitulo 6,versículo 6). Se Jesus fez uma grande reviravolta nas nossas vidas ,é para nos ajudar a descobrir como o seu Pai nos ama e como ele nos ama...Não nos esgotemos a calcular,não nos agitemos em vão,, mesmo, nesta boa causa.Os nossos irmãos têm tanta necessidade de presença,de ternura,desta luz que não cega, mas que acalenta o coração,destes gestos simples que dizem ao outro que existe para nós e que tem valor,o único verdadeiro. O Amor que nos espera é gratuito,permanente e jamais se impõe.Os mais humildes são os primeiros a serem servidos...No Templo,a Bolsa não faz efeito,não se ouve senão bater o coração de Deus,em uníssono com o coração do homem.Há uma presença nova a descobrir quando o silêncio se torna perceptivel e quando,docemente,a paz se instala,ligeira e acolhedora.Paremos um pouco,demos atenção.Neste domingo,Jesus limpou-nos a estrada,abriu-nos perspectivas ,uma esperança. No Templo,libertado por Jesus,entra-se de mãos vazias.
sábado, 10 de março de 2012
Retiro na cidade - Viver o presente!
A Palavra de Deus
| "Trás-se ,por ventura, a lâmpada para a meter debaixo de um alqueire ou debaixo da cama ?" | |
| Evangelho de Jesus-Cristo segundo S.Marcos capitulo 4,versículo 21 |
A meditação
Depois do túnel,não adianta por vezes dizermos que se alcança a luz.Não a da experiência de morte eminente ,mas muito mais a das provas e desconcertos da existência ,no termo da qual o canto da Aleluia da Páscoa parece bem longe:ter-se-á feito o mal que tanto queriamos evitar ,e depois, tanta vezes, evitámos fazer o bem que se deveria, no entanto ,promover.Dito isto,não há senão desilusões de si mesmo e também dos outros para quem se tinha desejado o melhor:como por exemplo que encontrassem Jesus ou simplesmente que a sua vida fosse feliz e de múltiplas maneiras ,fecunda à sua volta.
O grande obstáculo a evitar é, desde sempre, considerar que a vida melhor é para mais tarde ,como se,aqui não tivessemos acesso senão a sucedâneos! As garantias da vida em Deus podem incarnar-se e serem partilhadas desde agora,como a experiência viva da amizade ou do banquete eucaristico para o qual o Amigo divino nos convida.Não saberiamos ser a “geração-de-indiferença “ cristã! No dia do julgamento ,Deus poderia perguntar-nos: “antes de morrer será que estiveram vivos, na vida que vos confiei?”Um irmão dominicano disse-me um dia”Tu sabes,basta uma pequena luz numa sala às escuras para começar a afastar a escuridão” Eu acrescentaria :basta fazer nascer um primeiro sorriso numa cara sombria ,para que o anúncio da transfiguração do meu irmão ,felizmente,se comece a desenhar.
Traduzido de
sexta-feira, 9 de março de 2012
Retiro na cidade - Não é o sofrimento que salva,mas o AMOR
| " Não protegi a minha face dos insultos e dos escarros" | |
Livro de Isaías,capitulo 50,versículo 6 |
Meditação
Na Sexta-feira Santa ,a Santa-face de Jesus está desfigurada: submeteu a sua face aos escarros,cumprindo assim a palavra do profeta Isaías. Durante esta quaresma, e mais ainda, talvez nos dias da Paixão, podemos, não só unir-mo-nos, mas sobretudo fazer-mo-nos próximos daqueles cuja face está desfigurada. O mal que cometemos, o mal que suportámos, as desfigurações infligidas pelo tempo, as preocupações, as desilusões, os «tabefes» - se ouso dizer – da existência, acabam por nos associar, tanto ainda de bastante longe,tanto de muito perto à face ultrajada de Jesus. Face ultrajada e no entanto «Face adorável».
No Monte Tabor, Jesus anuncia que deverá passar pela Cruz para ressuscitar: cada Sexta-feira Santa, paramos neste aspecto sofredor das nossas vidas que nos prega com Jesus na Cruz. O sofrimento não salva por ele mesmo. É um abuso, ou uma força de expressão pretender que assim seja. É quando o sofrimento é atravessado, suportado, motivado pelo amor, como Jesus dando a sua vida na Cruz, que pode desembocar numa nova vida, que falta ainda inventar, mas que não queremos renunciar a que tenha uma possibilidade real: é isso a fé! Nós cremos na vida eterna, o que não é exactamente a mesma coisa que saber que há uma vida eterna. A fé é um salto, como diz Bento XVI, é um limiar que o dom gratuito de Deus nos permite transpor, mesmo na parte mais obscura das nossas vidas.
Traduzido de
http://www.retraitedanslaville.org por Ana Loura
quinta-feira, 8 de março de 2012
Retiro na cidade - Deus,em revelações fugazes
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A palavra de Deus
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