Eu amo-Vos Jesus pela multidão que se abriga dentro de vós, que ouço, com todos os outros seres, falar, rezar, chorar, quando me junto a Vós.
TEILHARD DE CHARDIN

sábado, 17 de dezembro de 2011

Abba!


De muitas maneiras Jesus nos faz sentir que a oração faz parte integrante do cristão.


Como está escrito em Lucas 18,1 - Propôs-lhes Jesus uma parábola para mostrar que é necessário orar sempre sem jamais deixar de fazê-lo.


Para que compreendamos bem qual o valor que tem para o Pai a nossa comunicação com Ele,recorre a parábolas ,em que com cores bem vivas ,nos descreve que devemos ser até importunos,insistir sem desfalecimento,não desistindo ,de em harmonia com a vontade de Deus, fazermos os nossos pedidos e súplicas,como é próprio dos filhos.(Lucas 18,2).


Assim nos fala Jesus da viúva ,que conseguiu obter justiça pela sua persistência (Lucas 18,2) ou do amigo que conseguiria alcançar os pães necessários,porque não se cansava de os pedir.(Lucas 11,5).


O dinamismo da nossa relação com Deus dá-nos essa intimidade com uma aproximação tão intensa,que permite atésermos importunos.


Que prova de amor tão grande o Pai nos concede ,que como abdicando da sua grandeza e glória,nos aproxima Dele emdialogo tão familiar,como só um Abba cheio de ternura e de complacência por estes seres frágeis que somos ,mas a quem quiz entregar a graça da filiação divina.


Diz S.Paulo ,lançando-nos nos braços amorosos do Pai: 6. Não vos inquieteis com nada! Em todas as circunstâncias apresentai a Deus as vossas preocupações, mediante a oração, as súplicas e a acção de graças.Fl 4


Mas em todos os nossos pedidos e súplicas sempre estará presente o maior dom que o Pai nos pode conceder : 13. Se vós, pois, sendo maus, sabeis dar boas coisas a vossos filhos, quanto mais vosso Pai celestial dará o Espírito Santo aos que lho pedirem.Lucas 11


Na verdade,no nosso coração, apenas com o Espírito Santo podemos implorar:Abba,Paizinho querido,Pai Santo,Pai bem amado.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Orar sem cessar


A linguagem de Deus apenas se pode entender com o coração.No centro de nós próprios ,no mais profundo, Deus fala-nos.

Mas nesta vida em que as palavras,os pedidos,as exigências se tornaram tão presentes…é difícil parar para ouvir a voz do coração.

É difícil quando a mente é solicitada de forma sempre mais envolvente para acompanhar os avanços da ciência ou o desenvolvimento da técnica, fazê-la concentrar-se no coração.

Para nos ajudar temos a rica espiritualidade dos padres do deserto.Esses autores espirituais abrem-nos a via para reconhecermos que somos parte inerente de Deus e assim participantes da ilimitada capacidade de dar e receber amor.

Aos padres do deserto,forma que geralmente se usa,para dominar as pimeiras formas de monaquismo surgidas nos desertos do Egipto ou da Palestina,do século III ou Vi ,devemos a oração do coração que depois os místicos orientais,designadamente na Rússia desenvolveram.

Consiste essa oração em aquietar a mente,fazendo-a descer ao coração e aí ser absorvida pela contemplação do Senhor,que está presente em nós até que nada mais reste do que o encontro pleno de Deus e da sua criatura.

E como é a oração do coração,que nos coloca em orante permanência e sempre vigilantes,para nos irmos configurando cada vez mais a Cristo,Senhor nosso?

Consiste em com simplicidade e humildade, invocarmos constantemente o nome de Jesus,com um coração, que se esvazia de pensamentos e preocupações para se deixar abraçar,na sua totalidade,pela misericórdia de Deus.

Assim nos indicam vários monges do deserto,cujas falas foram recolhidas nesse pequeno tesouro da espiritualidade oriental que se chama Filocalia.

Mais tarde,no século XII,S.Bernardo de Claraval veio indicar-nos ,também no Ocidente,a poderosa força do nome de Jesus,escrevendo:

Jesus é mel na boca, doce melodia no ouvido, alegria no coração. Mas é também medicina. Há no meio de vós alguém triste? Jesus desça ao coração e depois suba aos lábios; e eis que à luz desse nome desaparecem todas as nuvens, volta a serenidade. Cometeu alguém um pecado? Corre desesperado ao laço da morte? Mas se invocar esse nome de vida, não há de sentir imediatamente o respiro vital?... A quem é que, agitado e hesitante nos perigos, a invocação desse nome de força não restituiu imediatamente a confiança e repeliu o medo?... Nada melhor refreia o ímpeto da ira, reprime o tumor da soberba e cura a ferida da inveja...".

domingo, 11 de dezembro de 2011

E tu,menino,serás profeta do Altissimo...

E por alguma razão João ,o Baptista,veio vestido com tanta simplicidade e se alimentava de forma tão sóbria...uma maneira expressiva de nos deixar também nas atitudes uma mensagem forte a nós Igreja :instituição e pessoas.

domingo, 4 de dezembro de 2011

O Natal :Deus feito Homem...


O Pai nos criou e com Jesus nos divinizou.

Apesar dos nossos medos,barreiras,quedas, Ele está ,de forma toda especial,
próximo das nossas fragilidades, porque Deus Uno e Trino se humanizou e nos leva para Ele.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Sombras...


O MEDO, QUANDO NOS EMPECE, VEM DE LONGE, TRAZ UMA POEIRA DA VIA LÁCTEA,NA TÚNICA FLUTUANTE DE SOMBRAS... - Teixeira de Pascoais.


Essa túnica flutuante vai-nos cobrindo à medida que as noticias ameaçadoras vão surgindo cada vez com mais frequência e mais carregadas de amanhãs negros.Uma necessidade de consolação palpável,sensível à nossa condição de incarnados infiltra-se pelo meio dos ossos,passa pelos músculos, instala-se com premência na angústia do coração.

Apetece,por vezes, dizer como aquela menina,a quem a avó sossegava dos terrores nocturnos:Não tenhas medo,tens sempre um anjo a guardar-te aos pés da cama e que respondeu:Sim, eu sei,avó,mas eu queria mesmo um anjo de verdade.

domingo, 27 de novembro de 2011

Deus é AMOR


O cristianismo não recebe a revelação de Deus no triunfo de Deus, mas na fraqueza da morte de Jesus que nos liberta antes de mais do medo de Deus, como as religiões o apresentam. É este medo que destrói a liberdade do homem criado à imagem de Deus, que gera as manipulações idolátricas do divino, que leva por mimetismo à vontade de poder e de dominação do próximo. A cruz é a chegada da liberdade do homem face a Deus. Abdicando do seu poder, Deus revela que é amor e que é o amor que salva da morte.

Frei José Mourão,op

domingo, 6 de novembro de 2011

Ó Fogo operante


Ó Fogo verdadeiro que tudo consome! Ó Fogo operante, cujo poder queima os vícios para manifestar à alma o suave vigor de tua unção! Só em ti nos é dada a força que restaura, refomando nosso ser segundo a imagem e semelhança original.

SANTA GERTRUDES DE HELFTA