Eu amo-Vos Jesus pela multidão que se abriga dentro de vós, que ouço, com todos os outros seres, falar, rezar, chorar, quando me junto a Vós.
TEILHARD DE CHARDIN

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Retrato de um papa quando jovem




Da crise actual, uma Igreja emergirá amanhã que terá perdido muito. Será uma Igreja pequena e terá de começar do início. Já não será capaz de encher muitos edifícios construídos nos seus tempos áureos. Ao contrário do que aconteceu até hoje, ela apresentar-se-á muito mais como uma comunidade de voluntários.Como pequena comunidade, ela exigirá muito mais a iniciativa de cada um dos seus membros e certamente reconhecerá novas formas de ministério e criará cristãos com uma formação sólida que serão chamados à presidência da comunidade. O normal cuidado das almas estará a cargo de pequenas comunidades em grupos sociais com alguma afinidade.Isto será atingido com esforço e exigirá muito empenho. Tornará a Igreja pobre e numa Igreja dos pobres e humildes. Tudo isto exigirá tempo. Será um processo lento e doloroso." (Joseph Ratzinger, em 1971, "Fé e Futuro" escrito ainda antes da sua nomeação para bispo - via Zé Filipe, Terra da Alegria)

noites de vela




  • Anicho-me na cadeira,levanto os pés,ajeito a almofada no pescoço e preparo-me para mais uma noite de vela.


  • Nunca pensou o Frei Larrañaga ou talvez sim que me ia acompanhar a fazê-las.


  • Abençoada a hora em que comprei aquelas cassettes dele com a meditação dos salmos da misericórdia.




  • Um poema do Frei





  • Senhor!Enche de esperança o meu coração e de doçura os meus lábios!


  • Põe em meus olhos a luz que acaricia e purifica;em minhas mãos, o gesto que perdoa.


  • Dá-me valentia para a luta,compaixão para as injúrias, misericórdia para a ingratidão e a injustiça.


  • Livra-me da inveja e da ambição mesquinha,do ódio e da vingança.


  • E que, quando eu voltar hojepara o calor de minha cama,possa, no mais íntimo de meu ser,sentir que estás presente.Amém!



quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008



  • A santidade tem mais a ver connosco do que com Deus,como aliás a oração, a adoração ,porque somos somos nós que nos perdemos cada vez que não O procuramos e por isso não há melhorias na nossa vida.


  • Ele não precisa dos nossos louvores,da nossa adoração,como aqueles deuses falsos.


  • Mas Totalmente Outro porque é Amor ,nos criou e nos quer santos para que vivamos melhor,mais plenos,mais transbordantes,mais realizados agora e para sempre.


  • Mas para isso acontecer temos que estar no ponto 0 da nossa autenticidade ou seja conscientes da nossa absoluta fragilidade, para que possa actuar o Todo Perfeito.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Ressuscitar


Os dentes estão perdidos ,




os cabelos também .





Os traços desfiguram-se,apagam-se ,





O corpo transforma-se em dorida árvore da cruz .



No entanto tudo esqueço se estou conTigo...



Será porque a Ressurreição habita já em nós?
***************
Lembra-Te da Aliança e do pacto de Amor,esponsais de um Deus,laço selado para sempre.
(nas vésperas dos Dominicanos de Lille aqui)

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

O Espírito Santo desde sempre


  • Um amigo deu-me alguns pensamentos,para colocar aqui no blog, que nos chamam a atenção para que a manifestação do Espírito de Deus se sentiu desde que no Génesis ,nos foi dado conhecimento ,que pairava sobre as águas.

  • Aqui estão.



  • São Justino elaborou a famosa doutrina das "sementes do Verbo", que diz que o ESpírito Santo agia nos povos pagão muito antes do nascimento de JESUS!



  • Segundo São Justino, homens como Sócrates, Platão, Aristóteles, Plotino, receberam essas "sementes do Verbo"



  • São Justino dizia... "Tudo o que os filósofos antigos disseram de Verdadeiro, pertence a nós Cristãos!"



  • Santo Ambrósio dizia... "Tudo o que os homens dizem de Verdadeiro, vem do ESPÍRITO SANTO!"



Desde os tempos mais remotos até aos nossos dias, encontra-se nos diversos povos certa percepção daquela força oculta presente no curso das coisas e acontecimentos humanos; encontra-se por vezes até o conhecimento da divindade suprema ou mesmo de Deus Pai. Percepção e conhecimento esses que penetram as suas vidas de profundo sentido religioso.



Da Declaração Nostra Aetate



(Pentecostes - pintura de Grão Vasco - pintor português do século XVI)

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Despertaremos vivos


Nas badanas do livro do Testamento do Pássaro Solitario está escrito que se mostram alguns rostos do autor, que não se conheciam.



O próprio autor refere que nesta obra de poesia desnuda a sua alma para que outros a sintam como sua também.

Foi esta entrega,já sem defesa,nem salvaguardas numa busca febril de Deus pela alma enamorada, quando a dor e a morte se aproximam que me tornou tão sensível a uma nova forma de escrever de J.Martin Descalzo .

Assim tento trazer à nossa lingua dois poemas do livro,que muito gostei:




No Fio da Luz


*
E então viu a luz.A luz que entrava
por todas as janelas da sua vida
viu que a dor precipitou a saída
e entendeu que a morte já não estava.
*
Morrer é só morrer.Morrer acaba-se.
morrer é uma fogueira fugitiva.
É cruzar uma porta à deriva
e encontrar o que tanto se buscava.
*
Acabar de chorar e de fazer perguntas;
ver o Amor sem enigmas nem espelhos;
descansar para viver na ternura;
*
ter a paz,a luz,a casa juntas
e descobrir,deixando longe as dores ,
a Noite-luz detrás de tanta noite escura.







Mais um poema dele:








Vivi,jogando a demasiadas coisas

a viver,a sonhar,a ser um homem.
Talvez nasça ao morrer,ainda que me espante
como nascem,sonhando-se,as rosas

*

Dá-me as tuas mãos misericordiosas

para que o coração se liberte

Diz-me se é certo que ao pensar no Teu nome

as crisálidas se tornem borboletas

*

Sei que os céus estão abertos

e ainda mais aberta encontrarei a vida

Já não seremos nunca mais cativos

Ganharemos,perdendo,a partida

E,já que vivemos,estando mortos

morrendo na luz ,despertaremos vivos

Padre António Vieira-imperioso lembra-lo



Onde se vê claramente que o mistério da Encarnação teve dois motivos distintos: um motivo o remédio, e outro motivo o amor, mas o amor primeiro que o remédio. De sorte que, se o remédio não fora necessário, pelo motivo só do amor dos homens havia de encarnar Deus, porque esse foi o primeiro motivo, e o primário: Qui propter nos homines. Íeis visitar um amigo, soubestes no caminho que estava ferido, e visitastes-lo como amigo e como ferido, mas com tal pressuposto, que, se não estivera ferido, só por amigo o havíeis de visitar, que este foi o vosso primeiro intento.







Padre António Vieira











Tão verdadeiro e tão pouco anunciado- este Amor que mesmo não sacrificial,salvaria na mesma .. .