TEILLARD DU CHARDIN,O TEÓLOGO DA TERRA
Talvez incompreendido no seu tempo,o padre jesuíta Teillard du Chardin anunciou Jesus Cristo à sociedade e aos homens de um tempo mais adiantado do que o seu ,o tempo de hoje,em que a imagem e o som ,na sociedade de informação e do computador se tornaram irreversíveis,em que a matéria tomou um lugar tão presente,que em vez de o negar,tarefa que se afigura inútil,é necessário,antes, infundir-lhe o Espirito,como Deus o fez na criação do mundo e através de formas,que previligiem as imagens e o som.
Foi esta a batalha de Teillard du Chardin em toda a sua vida.Não um vago culto panteista,mas um real e verdadeiro culto de latria ao Deus Vivo.O culto ao Deus imanente da Terra e da Beleza,pois Ele é a Beleza,Ele é o Criador das maravilhas do Mundo.
Por isso escreveu esta belissima oração,que consta do seu livro
“A MISSA SOBRE O MUNDO”:
“ Cristo glorioso;Influência secretamente difusa no seio da matéria e Centro resplandecente aonde se ligam as fibras sem número do Múltiplo;Potência implacavel como o Mundo e quente como a Vida:
Vós cuja fronte é de neve,os olhos de fogo,os pés mais faiscantes que o ouro em fusão;Vós cujas mãos aprisionam as estrelas:Vós que sois o primeiro e o último,o vivo e o morto e o ressuscitado;
“Vós que juntais na vossa unidade exuberante todos os encantos,todos os gostos,todas as forças,todos os estados;sois Vós que o meu ser chama com um desejo tão vasto como o Universo;Vós sois verdadeiramente o meu Senhor e o meu Deus!”
sábado, 21 de julho de 2007
AINDA TEILHARD
Buscas de Deus
sexta-feira, 20 de julho de 2007
Rezar o Pai Nosso no original
ou terá sido em latim ?
quarta-feira, 18 de julho de 2007
um dos companheiros actuais,
No dia em que, diante do sofrimento da enfermidade ou da dureza da vida, a nossa sensibilidade espontânea não reagir dizendo: ‘Senhor, por que me mandas isto? Que pecado cometi? Por que não o remedeias?... “, porém antes se expande dizendo: ‘Senhor, sei que isto te dói como em mim e mais do que em mim; sei que tu me acompanhas e me apoias, embora eu não te sinta...’, nesse dia o Deus de Jesus recuperará para nós seu verdadeiro rosto: o do Antimal que nos sustenta e acompanha com seu amor.
Então, poderemos anunciar aos outros a ‘boa notícia’ de um Deus que não só não aliena, mas que ‘consiste’em fortalecer, libertar e salvar. Então nossa práxis, no seguimento de Jesus recuperará o seu sentido no serviço aos outros na luta contra o mal: no copo d’água individual e nos compromisso com o pão, a liberdade e a justiça para todos.
continuando a apresentar companheiros de viagem
Fiz os primeiros exercícios com doze anos de que ainda guardo as notas tiradas naqueles 3 dias em silêncio...silêncio moderado,aliás, porque era semi interna.
Passei alguns dias de pausa ,por várias vezes ,na Casa dos Jesuitas no Rodizio,Sintra.
Assim mantive um certo sedimento da Companhia de Jesus na minha caminhada e três nomes me ficaram particularmente ligados:o Padre António Vieira ,o Padre Arrupe e the last,mas não the least o Padre Teilhard de Chardin,cuja memória encontrei aqui abundantemente referida.
De cada um transcrevo pensamentos,que se insuflam luminosamente, com o seu contexto, nos espaços mais pesados da nossa assumida fragilidade:
Em suma, que o intento e fim da Encarnação, como dizia, não foi tanto para Deus nos remir e salvar, que foi o segundo motivo, quanto para satisfazer a seu amor e estar conosco, que foi o primeiro; e por isso Isaías, que com tanta expressão de circunstâncias revelou os arcanos da Encarnação do Verbo, podendo dizer que o Filho que havia de nascer da Virgem se chamaria Jesus, que quer dizer Salvador, não disse senão que se chamaria Emanuel, que quer dizer Deus conosco, porque o principal motivo de Deus se fazer homem não foi tanto o remédio de salvar os homens, quanto o amor e desejo de estar com eles: Nobiscum Deus. - Padre António Vieira-sermão do mandato Ano de 1655
Para o presente, Amém...; para o futuro, Aleluia - Padre Arrupe
Há, fora da Igreja, imensa quantidade de bondade e de beleza que certamente só se completarão em Cristo mas que, entretanto, existem e com as quais devemos simpatizar se quisermos ser plenamente cristãos e se pretendermos assimilá-las a Deus - Padre Teilhard de Chardin
terça-feira, 17 de julho de 2007
Memórias recordadas quando da ida de um irmão nosso...

Eu ,João,vi a cidade santa,a nova Jerusalém...
O seu esplendor é como o de uma pedra preciosíssima,uma pedra de jaspe cristalino...Eis a tenda de Deus com os homens.Ele habitará com eles:eles serão o seu povo e Ele,Deus-com-eles,será o seu Deus.”
As palavras do Apóstolo desfilavam,ardentes,no meu espirito e apenas estava a contemplar,por entre os peregrinos,a Jerusalém terrestre,naquele fim de tarde que acendia esplendores de luzes e brilhos sobre a cidade. Os crentes do Deus único,os povos da Escritura tinham marcado definitivamente a cidade com as suas diferentes formas de manifestação religiosa,concedendo um cunho singular e único a Jerusalém.Assim,o sol tombante imprimia fulgores sobre a cidadela de David,a cúpula dourada da mesquita de Omar e os vários capiteis arredondados que cobriam a Igreja ortodoxa de Santa Maria Madalena.
A cidade,três vezes santa,surgira por entre salmos de júbilo e era impossivel não pensar em todas as precedentes gerações que de coração assaltado por igual ansiedade,tinham feito,pacifícamente,o mesmo caminho e quantas vezes nas situações mais adversas.
Conquistada Jerusalém aos Jebuseus pelo rei David,foi por ele aumentada dos muros da velha povoação existente.No Monte Moriah,ergueu o filho de David,Salomão,um templo grandioso cumprindo a promessa feita a Deus,por o Anjo do extermínio haver embaínhado a sua espada.
Do bem documentado livro do Pe J.Alves Terças “A Caminho da Terra Santa”,precioso para quem nela peregrina ,se pode ler que tendo levado o templo sete anos a ser construído,nele trabalharam diáriamente trinta mil operários dos melhores artistas de Israel.Dez mil trabalhadores seguiam todos os meses para o Libano para trazer as madeiras de cedro e pinheiro que deviam ser utilizadas no seu interior.Oitenta mil talhavam a pedra destinada aos ornamentos.Quatrocentos anos depois o templo foi destruído em guerra sangrenta,a que se seguiu o exílio na Babilónia.Jeremias,o profeta, lamentou sobre as ruínas ainda fumegantes,a cidade arrasada.
Foi reconstruído o templo pelo rei Herodes,pouco antes do nascimento de Cristo,para ser de novo arrasado,com toda a cidade,70 anos depois da Sua morte pelas legiões de Tito,o imperador de Roma.
*******************************************
oh memórias queridas e saudosas da Terra Santa...Se eu te esquecer,oh Jerusalém...
Não...não esquecerei ..no centro dos meus dias permanece a terra do Senhor ensanguentada e dolorida,em que uma Paixão,parece que perpétua ,marca uma presença contínua.
Irmão Andarilho, que seja consolado e fortalecido em Jerusalém para as novas tarefas que o aguardam.Assim seja!
segunda-feira, 16 de julho de 2007
Oração Bizantina
Ó Luz Serena, que brilha no
Dos Labirintos da mente,
Liberta-me de símbolos, de palavras
,Que eu descubra
O Significado
Que vela o solo do meu ser. Amén!
Seguindo a trilha de Jesus serviço e oração são a concretização das duas realidades do comando supremo.
De outra forma apenas se vive em activismo estéril ou angelismo desincarnado tão estéril como o primeiro.