Eu amo-Vos Jesus pela multidão que se abriga dentro de vós, que ouço, com todos os outros seres, falar, rezar, chorar, quando me junto a Vós.
TEILHARD DE CHARDIN

sexta-feira, 20 de julho de 2007

Rezar o Pai Nosso no original




HEBRAICO






Avinu shebashamayimyitkadesh shimcha,tavo malchutecha,

yease retsoncha kebashamayim ken ba'aretz.Et lechem chukenu ten lanu hayom,


uslach lanu al chataeinu,kefi shesolchim gam anachnu lachot'im lanu.

Veal tevienu lijdei nisajonki im chaltzenu min hara.

Ki lecha hamamlacha hagvuravehatif'eret leolmei olamim.Amen.

ARAMAICO

Abwûn d'bwaschmâja Nethkâdasch schmach Têtê malkuthach Nehwê

tzevjânach aikâna d'bwaschmâja af b'arha Hawvlân lachma d'sûnkanân

jaomâna Waschboklân chaubên (wachtahên) aikâna daf chnân schvoken

l'chaijabên Wela tachlân l'nesjuna ela patzân min bischa Metol dilachie

malkutha wahaila wateschbuchta l'ahlâm almîn.Amên.


Assim ensinou o nosso ADORADO COMPANHEIRO aos discípulos.
Poderá ver aqui


ou terá sido em latim ?

quarta-feira, 18 de julho de 2007

um dos companheiros actuais,



que escreveu assim para que ao entender não nos falte o sopro, que enfuna as velas para onde o barco da nossa vida se deve dirigir:


No dia em que, diante do sofrimento da enfermidade ou da dureza da vida, a nossa sensibilidade espontânea não reagir dizendo: ‘Senhor, por que me mandas isto? Que pecado cometi? Por que não o remedeias?... “, porém antes se expande dizendo: ‘Senhor, sei que isto te dói como em mim e mais do que em mim; sei que tu me acompanhas e me apoias, embora eu não te sinta...’, nesse dia o Deus de Jesus recuperará para nós seu verdadeiro rosto: o do Antimal que nos sustenta e acompanha com seu amor.


Então, poderemos anunciar aos outros a ‘boa notícia’ de um Deus que não só não aliena, mas que ‘consiste’em fortalecer, libertar e salvar. Então nossa práxis, no seguimento de Jesus recuperará o seu sentido no serviço aos outros na luta contra o mal: no copo d’água individual e nos compromisso com o pão, a liberdade e a justiça para todos.

Andrés Torres Queiruga

continuando a apresentar companheiros de viagem




Estudei nas Doroteias e os exercícios de Santo Inácio faziam parte da educação colegial.

Fiz os primeiros exercícios com doze anos de que ainda guardo as notas tiradas naqueles 3 dias em silêncio...silêncio moderado,aliás, porque era semi interna.


Passei alguns dias de pausa ,por várias vezes ,na Casa dos Jesuitas no Rodizio,Sintra.

Assim mantive um certo sedimento da Companhia de Jesus na minha caminhada e três nomes me ficaram particularmente ligados:o Padre António Vieira ,o Padre Arrupe e the last,mas não the least o Padre Teilhard de Chardin,cuja memória encontrei aqui abundantemente referida.

De cada um transcrevo pensamentos,que se insuflam luminosamente, com o seu contexto, nos espaços mais pesados da nossa assumida fragilidade:

Em suma, que o intento e fim da Encarnação, como dizia, não foi tanto para Deus nos remir e salvar, que foi o segundo motivo, quanto para satisfazer a seu amor e estar conosco, que foi o primeiro; e por isso Isaías, que com tanta expressão de circunstâncias revelou os arcanos da Encarnação do Verbo, podendo dizer que o Filho que havia de nascer da Virgem se chamaria Jesus, que quer dizer Salvador, não disse senão que se chamaria Emanuel, que quer dizer Deus conosco, porque o principal motivo de Deus se fazer homem não foi tanto o remédio de salvar os homens, quanto o amor e desejo de estar com eles: Nobiscum Deus. - Padre António Vieira-sermão do mandato Ano de 1655

Para o presente, Amém...; para o futuro, Aleluia - Padre Arrupe


Há, fora da Igreja, imensa quantidade de bondade e de beleza que certamente só se completarão em Cristo mas que, entretanto, existem e com as quais devemos simpatizar se quisermos ser plenamente cristãos e se pretendermos assimilá-las a Deus - Padre Teilhard de Chardin

terça-feira, 17 de julho de 2007

Memórias recordadas quando da ida de um irmão nosso...


[Eu, João] vi... descer do Céu, de junto de Deus, a Cidade Santa, umaJerusalém nova» (Ap 21, 1-2).




Eu ,João,vi a cidade santa,a nova Jerusalém
...

O seu esplendor é como o de uma pedra preciosíssima,uma pedra de jaspe cristalino...Eis a tenda de Deus com os homens.Ele habitará com eles:eles serão o seu povo e Ele,Deus-com-eles,será o seu Deus.”




As palavras do Apóstolo desfilavam,ardentes
,no meu espirito e apenas estava a contemplar,por entre os peregrinos,a Jerusalém terrestre,naquele fim de tarde que acendia esplendores de luzes e brilhos sobre a cidade. Os crentes do Deus único,os povos da Escritura tinham marcado definitivamente a cidade com as suas diferentes formas de manifestação religiosa,concedendo um cunho singular e único a Jerusalém.Assim,o sol tombante imprimia fulgores sobre a cidadela de David,a cúpula dourada da mesquita de Omar e os vários capiteis arredondados que cobriam a Igreja ortodoxa de Santa Maria Madalena.




A cidade,três vezes santa,surgira por entre salmos de júbilo
e era impossivel não pensar em todas as precedentes gerações que de coração assaltado por igual ansiedade,tinham feito,pacifícamente,o mesmo caminho e quantas vezes nas situações mais adversas.




Conquistada Jerusalém aos Jebuseus
pelo rei David,foi por ele aumentada dos muros da velha povoação existente.
N
o Monte Moriah,ergueu o filho de David,Salomão,um templo grandioso cumprindo a promessa feita a Deus,por o Anjo do extermínio haver embaínhado a sua espada.



Do bem documentado livro do Pe J.Alves Terças
“A Caminho da Terra Santa”,precioso para quem nela peregrina ,se pode ler que tendo levado o templo sete anos a ser construído,nele trabalharam diáriamente trinta mil operários dos melhores artistas de Israel.Dez mil trabalhadores seguiam todos os meses para o Libano para trazer as madeiras de cedro e pinheiro que deviam ser utilizadas no seu interior.Oitenta mil talhavam a pedra destinada aos ornamentos.Quatrocentos anos depois o templo foi destruído em guerra sangrenta,a que se seguiu o exílio na Babilónia.Jeremias,o profeta, lamentou sobre as ruínas ainda fumegantes,a cidade arrasada.

Foi reconstruído o templo pelo rei Herodes,pouco antes do nascimento de Cristo,para ser de novo arrasado,com toda a cidade,70 anos depois da Sua morte pelas legiões de Tito,o imperador de Roma.


Assim se apenas encontramos da cidade onde o Salvador sofreu a sua Paixão,o muro ocidental do 1º Templo ,as escadas de Cedron que tantas vezes eram súbidas e descidas por Jesus,a caminho do Monte das Oliveiras ou um ou outro vestígio arqueológico, como a Piscina Probática,não deixamos de sentir intensamente que pisamos terra sagrada,que é nossa pátria também, porque o mais importante,como dizia Saint Exupéry,não é visível aos olhos.


Em Jerusalém ,os Evangelhos tornaram-se vivos,em tempo e espaço palpáveis e não só na sua imorredoura mensagem.As cúpulas douradas das mesquitas no lugar do Templo,o Monte das Oliveiras, a Via Dolorosa, as Portas de Jerusalém e depois as infindáveis igrejas e basílicas sagram os lugares em que Cristo,viveu,pregou e sofreu.


Alguns desses solos são históricamente autênticos pois Tito ao erger neles templos aos deuses de Roma,para evitar a veneração dos cristãos,assinalou para sempre os santos lugares e essa realidade torna facil e tocante acompanhar os passos de Jesus e estar com ele na última ceia ou no caminho para o calvário,mesmo no meio das ruas borbulhantes de comércio,que nos rodeiam,tal como no seu tempo,na parte velha de Jerusalém.Eis assim como as estações da Via sacra se vão desenrolando emotivamente,com os peregrinos rezando cada uma delas e precedendo-as de uma pequena introdução.


De coração fremente pela dignidade do momento e pela consciência da própria fraqueza,as palavras da 6ª estação-o encontro de Verónica com Jesus-foram-me saíndo aproximadamente por esta forma:“É uma mulher, que sai de casa para dar apoio a um condenado,arrostando a hostilidade dos seus cidadãos,que receiam as possiveis sanções do poder.Que também nos seja possivel dar a mão a quem precisa,sem sequer perguntarmos se pertence ao nosso lado,mesmo que com isso arrisquemos alguma coisa.”


Num sábado demandamos o “Kotel Hamaravi” ou seja a parede ocidental do Templo,também conhecida por muro das lamentações,onde os nossos pais na fé,choram ainda a sua destruição.E aí lembrámos quantas vezes subiu Jesus ao Templo,orando,ensinando ou protegendo o povo,que “que vinha a ele” desde manhãzinha.


No dia seguinte,depois de nos recolhermos no local em que se recorda o túmulo de David,a cuja estirpe pertencia Jesus,entrámos no Cenáculo,onde um grupo de peregrinos louvava o Senhor entoando cânticos vibrantes de profunda alegria,celebrando a entrega do Amor radical aos filhos do homem e que o anunciavam de forma transparente,tão cheios que eram de força,pujança e júbilo fazendo contraste com os cantos muitas vezes lamentosos,se bem que técnicamente perfeitos,que ouvimos nas celebrações religiosas,onde segundo creio,se assimila solenidade com tristeza,não chegando a reflectir o maravilhoso dom do Amor de Deus pelas suas criaturas e a alegria,que desse facto emana.


E se nos atormenta a mágua de sentir a terra de Jesus ainda tão ensombrada por ódios de tempos oprimidos,onde as palavras de Victor Hugo,que cito de cor, parecem vir muito a propósito :-”Comprazem-se o homens com a guerra e perde Deus tempo a fazer estrelas e flores”,não podemos esquecer as promessas do Salvador que nos levam a esperar que toda a Criação será por Ele atraída e transformada.


A última lembrança de Jerusalém está associada ao Santo Sepulcro,de que ficou uma memória dorida dos cristãos divididos,celebrando,à vez,o mesmo Senhor.E também a emoção do nosso hino tocado no orgão,depois da Missa,a singeleza da pequena capelinha copta,a percepção da pugente e solitária presença da Mãe Maria e das outras mulheres,na hora derradeira.


Ao despedir-me do Santo Sepulcro,senti,fortes,as palavras do Anjo da Vida: “Ressuscitou.Não está aqui” e a vigorosa profissão de fé de Job me acompanhou na angústia pressentida da partida :”Porque eu sei que o meu Redentor vive e que no último dia ressurgirei da terra e serei novamente revestido da minha pele e na minha própria carne verei o meu Deus.Eu mesmo o verei e os meus olhos O hão-de contemplar e não outro:esta é a esperança que está depositada no meu peito”.



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oh memórias queridas e saudosas da Terra Santa...Se eu te esquecer,oh Jerusalém...

Que minha língua se me apegue ao paladar, se eu não me lembrar de ti, se não puser Jerusalém acima de todas as minhas alegrias. (Sl 136,6)

Não...não esquecerei ..no centro dos meus dias permanece a terra do Senhor ensanguentada e dolorida,em que uma Paixão,parece que perpétua ,marca uma presença contínua.

Irmão Andarilho, que seja consolado e fortalecido em Jerusalém para as novas tarefas que o aguardam.Assim seja!



segunda-feira, 16 de julho de 2007

Oração Bizantina


Oraçao Bizantina

Ó Luz Serena, que brilha no
Solo do meu ser,
Atrai-me para ti,
Tira-me das armadilhas dos sentidos,

Dos Labirintos da mente,

Liberta-me de símbolos, de palavras

,Que eu descubra

O Significado
A Palavra
Não Dita
Na escuridão

Que vela o solo do meu ser. Amén!
Oração que consta aqui.

Seguindo a trilha de Jesus serviço e oração são a concretização das duas realidades do comando supremo.

De outra forma apenas se vive em activismo estéril ou angelismo desincarnado tão estéril como o primeiro.

a glória de Deus é o homem vivo - Santo Ireneu


Todas as interrogações,as inquietações e até as negações são fruto de uma marcação originária do ser criado para o Infinito e que possui um genoma de infinito.


Todo o orgulho,arrogância,prepotência é como o negativo da extrema dignidade do homem...o contra -luz da sua semelhança com Deus.Dizia Santo Ireneu:a glória de Deus é o homem vivo.


Possuidor de um tempo para viver em que a pessoa humana não cabe, projecta-se sempre para um horizonte ,que o ultrapassa ,interrogando,admitindo ou não quem é,de onde vem e para onde vai .


Perguntas impressas no seu adn e que não consegue anular por mais que avance na ciência,por maior desenvolvimento que alcance na tecnologia.

sábado, 14 de julho de 2007

as noites demasiado breves...




Escreveu o Padre Charles de Foucauld:"Nosso Senhor reza sòzinho,reza de noite...Amemos,prezemos,pratiquemos,seguindo o Seu exemplo,a oração nocturna e solitária...Quando tudo na terra dormita,vigilemos e ergamos as nossas preces ao nosso Criador...Horas de incomparável delicia,horas abençoadas que fariam achar a Santo António as noites demasiado breves...horas que enquanto tudo se cala,tudo dorme e parece sumido na sombra,eu vivo aos pés do meu Deus,abrindo o meu coração no seu Amor,dizendo-Lhe que O amo e Ele repondendo-me que nunca serei capaz de O amar tanto,por grande que seja o meu Amor,quanto Ele me quer...Noites afortunadas que o meu Deus me consente a passar a sós com Ele..."

Li uma vez que um rabino referia que na noite se escancaram as portas da misericórdia.

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9-A minha alma deseja-Te durante a noite e o meu espírito,no fundo de mim mesmo,procura-Te desde a aurora Is 26

Agradeço ao Pai das misericórdias admitir-me,algumas vezes, nesse santo e imerecido convivio das madrugadas silenciosas.